Missa abre comemoração pelos 70 anos do Ateneu

CELEBRAÇÃO SERÁ nesta segunda-feira; na mesma semana, culto, sorteios e a 1ª Feijoada do Broca, com shows e a entrega de novos serviços no Estádio João Rebello

UMA MISSA em Ação de Graças abrirá as comemorações oficiais pelo aniversário histórico do Ateneu. A celebração será nesta segunda-feira, às 18h30, na Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida, em Montes Claros. O Broca completará sete décadas de existência justamente no feriado de 1º de maio – Dia do Trabalhador. Na sexta-feira (5/maio), haverá o culto na Igreja Batista “Esperança e Vida”, às 19h30.

OS FESTEJOS prosseguem até sábado, dia 6 de maio, quando o clube promoverá a “Feijoada 70 Anos”, a partir das 11h30, no Estádio João Rebello, no Bairro São José. O valor da porção é de R$ 20,00. Haverá estrutura de mesa e cadeiras para quem optar em refeição no próprio espaço. Dois shows já estão confirmados: Pagode Rai e Gonça & Convidados. Os tickets estão à venda na Palimontes Centro.

AO LONGO da semana, o clube promoverá uma série de campanhas junto ao torcedor nas redes sociais e nos programas esportivos de rádio e TV da cidade. Segundo o presidente Cássio Aquino, haverá sorteio de brindes como camisas oficiais (uniformes um e dois) e ingressos para a Feijoada 70 Anos.

HISTÓRIA

O ATENEU foi fundado em 1º de maio de 1947, com o nome de Padre Osmar Futebol Clube, nome em referência ao diretor do Colégio Diocesano de Montes Claros. Os jogadores eram os próprios alunos, entre os quais João Rebello, que atuava como uma espécie de líder do time. Os jogos aconteciam no Estádio Francisco José Guimarães, o Campo do União, ao lado do Asilo. Logo, o União, que foi o embrião do Cassimiro de Abreu, se tornaria o maior rival.

COMO O Colégio funcionou até 1956, o vínculo terminou e o clube foi adotado pelos pais dos alunos que jogavam pelo Padre Osmar FC. Até o nome mudou e o time passou a se chamar Esporte Clube João Rebello – o que durou por um ano. A mobilização envolveu, especialmente, as famílias mais tradicionais da cidade. Os Rebello, por exemplo, doaram o terreno que mais tarde se tornaria o Estádio.

NO ANO seguinte (1957), ano do centenário de Montes Claros, duas novidades: a mudança em definitivo para o nome Ateneu, numa alusão às salas de aula da Grécia Antiga – e à própria origem escolar do clube – e a inauguração do Estádio João Rebello, cuja construção mobilizou a prefeitura e as famílias tradicionais: Rebello, Ramos, Corrêa Machado, Ribeiro, Lopes, dentre outras. 

PORTUGUESES

A CAMISA preta com a faixa diagonal em branco é inspirada no uniforme do Vasco. Alguns dos fundadores do Ateneu, como José Ramos, José “do Hotel São Luis” e Sêo Abel, eram portugueses e trouxeram do clube da Colina a inspiração para vestir o Ateneu.

COM O campo, a oportunidade de a cidade receber alguns dos maiores times do Brasil à época como Flamengo, Fluminense e Santos para amistosos contra o Ateneu.

AO FINAL dos anos 60, a primeira experiência em competições oficiais da Federação Mineira, na Segunda Divisão, em 1969. O Broca ficou na 13ª colocação entre os 21 times. Voltaria à mesma disputa em 1978, mas com uma campanha irregular. No entanto, o suficiente para que, em 1979, fosse convidado pela FMF para disputar a Elite Mineira. O Broca fez 17 pontos e ficou na penúltima colocação entre os 16 clubes.

CONQUISTA MESMO em nível estadual viria nos anos 90. Em 1996, o clube foi campeão da Segunda Divisão num triangular contra Trespontano e Venda Nova. Três anos depois, a conquista da Segundona em 1999, num time que teve uma base formada a partir da conquista do Campeonato Norte-Mineiro, no ano anterior. Em 2002, o clube disputaria sua última competição oficial. Sairia do Módulo II para o ostracismo, com 15 anos de portas fechadas. O Estádio João Rebello chegou a ser ameaçado de desapropriação. Um acordo com a prefeitura o manteve como posse do clube. No momento, o campo está cedido ao município em regime de comodato por 10 anos. As obras de recuperação ainda estão no início.
Compartilhar no Google Plus

Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

0 comentários: