Salvação para o MCV será repetir série de vitórias igual à do final do turno

TIME PERDEU de novo para o Brasil Kirin/Campinas, com sucessão de erros em todos os sets; se não ganhar na quarta, adiará sonho da semifinal outra vez
Ataque de Reffatti, que entrou ainda no primeiro set, para no bloqueio triplo do Campinas (foto: Cinara Piccolo/Brasil Kirin)
COM A derrota para o Brasil Kirin/Campinas no último sábado (25), o Montes Claros Vôlei passou a viver uma situação complicada na Superliga Nacional 2016/2017 e agora, para se classificar para as semifinais, terá que conseguir algo que só alcançou por um momento ao longo de toda fase de classificação do torneio: uma série de três vitórias seguidas. A equipe norte-mineira volta a enfrentar o time campinense na próxima quinta-feira, na cidade do interior paulista. Se perder, o MCV dará a adeus à principal competição nacional. 

O MONTES Claros Vôlei somente conseguiu cravar três vitórias consecutivas na Superliga 2016/2017 ao final do primeiro turno. Foi quando o time curtiu a melhor fase e alcançou a terceira colocação geral, antes da virada do ano. Passou pelo Juiz de Fora (3-1), Castro/Caramuru (3-0) e Copel Maringá (3-0).

MAS A realidade agora é totalmente diferente. Quinto colocado na fase de classificatória, o MCV disputa os playoffs contra o Brasil Kirin (quarto colocado) numa melhor de cinco partidas. Sob pressão, depois de duas derrotas (1-3 e 0-3), o sonho de uma semifinal contra o Sada/Cruzeiro só acontecerá com três sucessos de agora em diante.

COMO FOI

DEPOIS DE vencer em Montes Claros, os paulistas anotaram 3 a 0 em casa, parciais de 25/19, 26/24 e 25/17, em um dos jogos mais curtos dos norte-mineiros até aqui: 1h13. O ideal para tentar empatar a série era reduzir a quantidade de erros, até porque nos três confrontos que o time fez com o Campinas na temporada, cometeu bem mais falhas que o rival.

SÓ QUE o decorrer da partida não foi nada disso. Não bastasse não encaixar o saque, o time mostrou falta de concentração em vários momentos, na recepção e nas jogadas de rede. Cometia até erros primários, como dois toques na bola na armação da jogada, bola diretamente na rede e na antena, além de invasões e “pisada” na linha de três metros.

COM EXCEÇÃO do central Rafael Martins, todos os outros relacionados entraram em quadra, na tentativa de o técnico Marcelinho Ramos mudar o padrão de jogo. Foi em vão. Salvo o segundo set, que o time mostrou certa resistência e abriu cinco pontos de vantagem – embora tenha permitido a virada –, faltou lucidez à equipe no restante do jogo.

O TERCEIRO jogo da série de cinco duelos será nesta quinta-feira, de novo em Campinas, às 21h55. Se não vencer, a Superliga do Montes Claros acabará ali. Caso contrário, ganha um fôlego para forçar o quarto jogo, que aconteceria na segunda-feira, à noite, no Poliesportivo Tancredo Neves.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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