Campinas leva o primeiro confronto dos play-offs

MONTES CLAROS conseguiu equilibrar as forças, mas sentiu o desgaste nos momentos decisivos; mérito também da eficiência de saque dos paulistas


Lance de um dos rallies do primeiro jogo entre Montes Claros e Campinas; defesa do MCV se confundiu (Fotos: Alex Sezko) 
O MONTES Claros Vôlei parou no Brasil Kirin/Campinas no primeiro duelo dos play-offs da Superliga Nacional 2016/2017. A série de melhor de cinco jogos foi aberta na tarde desse domingo, no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves, e diante de 3,1 mil pessoas os paulistas venceram por 3 a 1, parciais de 25/23, 25/27, 27/25 e 25/23. Os próximos dois confrontos serão no interior de São Paulo, no sábado (26) e quinta-feira (30) e, para não ser eliminado precocemente, o Montes Claros terá que vencer pelo menos um dos jogos para voltar a atuar em casa na quarta partida e se manter com chances de chegar à inédita semifinal.

AS PARCIAIS altas e apertadas deixam evidente o equilíbrio entre os dois times, mas em vários momentos do jogo o Campinas soube recorrer à maior experiência de atletas como Rivaldo, Vini, Diogo e Rodriguinho, que mostraram grande variação de jogo. Os visitantes souberam até mesmo catimbar para pressionar árbitros e os fiscais e tirar a concentração do elenco montes-clarense. Houve três lances polêmicos, que interromperam o jogo. Bob foi o único advertido com cartão amarelo.

DO LADO montes-clarense, o time foi valente até quando pôde, mas a queda de rendimento físico de alguns jogadores, nítida à medida que o jogo ia avançando, pesou contra. Pelo menos quatro deles vêm de histórico de lesões. Os centrais Salsa e Robinho, por exemplo, jogaram no sacrifício. Ficaram vários dias da semana sem treinar para intensificar o tratamento e ter condições físicas de entrar em quadra. Jonatas foi titular apenas nos dois sets e também sentiu o desgaste.


No bloqueio, empate com sete pontos para cada lado
NA LEITURA dos números, o “pecado” cometido pelo Montes Claros foi a quantidade de erros: 35 contra 26 cometidos pelo Campinas. Além disso, o time que tem a segunda maior eficiência de sacadores em toda a Superliga não conseguiu explorar bem o fundamento. Mérito também para a atuação de Diogo e Brendle na recepção e defesa.

O CAMPINAS, por sua vez, mudou a forma de sacar. Ao invés de forçar na maior parte do tempo, balanceou; flutuou. A defesa do Montes Claros se confundiu e cometeu erros, especialmente ao final dos sets vencidos pelos paulistas.

FALA MARCELINHO

À VENETA, o treinador Marcelinho Ramos fez resumo do jogo. “Esta série é a mais equilibrada pelo que os times fizeram na primeira fase. Vínhamos de um histórico superior a 70% de aproveitamento em casa e isso nos dava bastante confiança, mas a primeira dificuldade foi com a mudança no estilo de saque que o Campinas propôs. Mesmo com as limitações no grupo, jogando com atletas que foram mesmo para o sacrifício, o lado emocional também teve seu peso, principalmente no quarto set, quando permitimos ao adversário reagir e tirar a nossa vantagem de seis pontos”. Sobre a “oscilação”, ele lembra que vários jogadores do grupo estão em seus primeiros play-offs. A pressão, mesmo sendo natural, segundo o técnico, é potencializada.

E COMPLETOU: “a gente tem que reconhecer o mérito do adversário. Num jogo decisivo, você cravar nove aces faz muita diferença ao final”.

ÍDOLO “AQUI e lá”, o levantador Rodriguinho revelou que o Campinas jogou o máximo possível. “Foi um risco a gente fazer o primeiro jogo aqui, diante da pressão que viria da torcida e da própria força do adversário. Mas um risco calculado porque esta é uma série igual, com dois times bem parecidos. Agora, para continuar à frente vamos ter que jogar melhor em nossa casa. É a motivação que a vitória nos dá”, analisou.

MONTES CLAROS – Luan Weber; Jonatas, Murilo Radke, Robinho, Bob e Salsa – Líbero: Gianzinho. Entrou Alê Monteiro. CAMPINAS – Rivaldo, Diogo, Rodriguinho, Vini, Maurício de Souza e Temponi – líbero Brendle. Entraram ainda Baiano, Matheus e Jotinha.

Maiores pontuadores: Rivaldo (20) e Luan (19). Troféu Viva Vôlei: Rivaldo.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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