Representante da Guiana Francesa desiste do Sul-Americano

O USL Montjoly, de amarelo, disputa competições regionais de Guiana (foto: divulgação)
MONTJOLY, DA chave do Montes Claros Vôlei, alegou problemas financeiros para custear passagens; anfitriões não concordaram com substituição

UMA BAIXA de última hora no Campeonato Sul-Americano Masculino de Clubes. O time do USL Montjoly não virá mais a Montes Claros para a disputa da competição. Integrante da Chave “A”, ao lado do Montes Claros Vôlei, do Sada/Cruzeiro e do Bohemios (Uruguai), o time da Guiana Francesa alegou problemas financeiros que impedem a vinda ao interior do Brasil. A informação foi divulgada na tarde desta segunda-feira (6/2), pelo jornalista Daniel Ottoni, no site do jornal O Tempo (BH).

SEGUNDO A publicação, as despesas de traslado para a sede é por conta das equipes. O Montjoly alega problemas financeiros para não vir ao Brasil. O time é praticamente amador. Não há uma liga profissional em seu país de origem.

A CONFEDERAÇÃO Sul-Americana de Vôlei (CSV) não o substituirá, já que não há tempo hábil para nova inscrição. Maurício Levy, gerente executivo da CSV, explicou ao Tempo que será necessário mexer na tabela. Por conta da desistência dos guianenses, haverá sempre uma folga na primeira fase para os times do Grupo “A”.

AINDA NESTA segunda-feira, o apresentador Rubem Ribeiro, do programa Momento Esportivo (VinTV, canal a cabo), informou outro detalhe de bastidor: a CSV ainda chegou a sugerir que outra equipe pudesse substituir o Montjoly, mas encontrou resistência com a gestão do Montes Claros Vôlei, que não aceitou a mudança.

"LIMITADOS"

EM RECENTE conversa com a VENETA, o auxiliar técnico do Montes Claros Vôlei, Leandro Dutra, havia revelado a dificuldade em apurar informações sobre o Montjoly, que seria o adversário montes-clarense no 3º dia de competição. Segundo ele, trata-se de um país com pouca tradição no vôlei. “Trabalho há vários anos com as seleções brasileiras de base e somente em uma competição Sub-21, em 2006, enfrentamos uma equipe de lá [Guiana Francesa]”, lembrou.

CONFORME LEANDRO, o nível apresentado pela seleção guianesa era bem limitado tecnicamente.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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