MOC Vôlei fecha o Sul-americano sem medalhas

TIME PERDE a disputa do terceiro lugar para os argentinos do UPCN em meio ao desgaste e desfalques; Marcelinho fala em aprendizados

Com o veto de Robinho e a ausência de Rafael, Dianini foi o titular como central; UPCN levou o bronze (foto: Alex Sezko)
A MEDALHA não veio, mas ficou a experiência de receber uma competição internacional em casa e de enfrentar três das maiores forças do continente. Visivelmente desgastado pelo jogo de cinco sets na noite anterior, o Montes Claros Vôlei foi derrotado pelo UPCN San Juan, da Argentina, na disputa pelo terceiro lugar geral do Campeonato Sul-Americano Masculino de Clubes. Os argentinos de San Juan venceram por 3-0, parciais de 25-22, 25-19 e 25-23, e garantiram o bronze.
A CONCORRÊNCIA com o sábado de Carnaval comprometeu o público, que mal chegou às mil pessoas nas arquibancadas do Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves. Bem diferente dos demais dias de competição. Na quarta-feira, por exemplo, foram 5,1 mil pessoas.
ALÉM DO contratempo físico, os atletas do MOC se mostraram sensibilizados com o drama do central Rafael Martins, que perdeu um irmão na noite da quinta-feira, em Uberlândia. Além disso, pesou a limitação nas opções de banco: o central Robinho foi vetado por causa de uma distensão grau leve na panturrilha, que o deixará fora de ação por pelo menos dez dias.
No dia anterior, jogo de 5 sets contra o Bolívar; treze horas
depois, o time do Montes Claros voltou à quadra
DESGASTADO FISICAMENTE, o ponteiro Jonatas foi relacionado para a partida, mas não entrou. Já o oposto Luan Weber, com dores na região do ombro, também foi pouco aproveitado.
O LEVANTADOR Murilo Radke falou sobre os contratempos. “Houve uma sequência de lesões, o que acabou prejudicando o coletivo. Mas não podemos focar só nisso para falar das limitações. A semifinal foi muito cansativa contra o Bolívar; um jogo muito longo. Até conseguimos imprimir um ritmo muito forte na partida de hoje, mas pecamos em algumas bolas consideradas fáceis”, disse à VENETA.
PARA A sequência da temporada, ele vê influências positivas na campanha do Sul-Americano, a começar pelo poder de superação. “Houve aplicação do time em todos os jogos. Alguns sets foram decididos nos detalhes, mas a gente deve entender que houve mérito do outro lado”.
MARCELINHO RAMOS tratou a campanha do Sul-Americano como um aprendizado, a começar pela experiência de enfrentar clubes entre os três maiores orçamentos do voleibol sul-americano. “Com a bola em jogo, a gente conseguiu equilibrar os confrontos em vários momentos. Isto nos deu um nível de desempenho que nos deixa acreditar que vamos render mais lá na frente”.
SE FALTOU melhor sorte, o treinador fala em provações. “Precisamos saber cadenciar mais o jogo. Saber analisar os lances para que isso influencie na tomada de decisão mais adiante; e uma decisão melhor”, disse.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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