Campeão em 2016, Terremoc reclama de troféu retido

MONTES CLAROS Rugby aguarda por sete meses pela premiação do título da 2ª Divisão; presidente da FMR garante que a taça é de fato e de direito e será entregue

Final do Montes Claros contra o Taurus/Uberaba; time conquista ali o 1º título oficial (foto: VENETA)
QUASE SETE meses depois e o Montes Claros Rugby ainda aguarda a entrega das premiações pelo título da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro de Rugby Union (XV). O clube alega que a taça e as medalhas foram retidas, enquanto a Federação Mineira de Rugby (FMR) afirma que o repasse dos prêmios ainda não aconteceu por “desencontros”. A conquista, de forma invicta, foi o primeiro título oficial do Terremoc. E a diretoria já anunciou que, em 2017, por causa dos custos considerados altos, não disputará as competições oficiais do Estado.

“A GENTE vai priorizar as disputas de ligas regionais, onde os custos são bem menores com taxas e viagens, além dos amistosos interestaduais. Mas, antes de voltar a jogar, estamos esperando pelo repasse da taça e das medalhas. Este foi o nosso primeiro título oficial e fazemos muita questão de tê-lo em nossa galeria”, explica o presidente do Terremoc, Gabriel de Souza. Em 2014, o time ficou com a Taça de Bronze, equivalente à 5ª colocação geral do Mineiro e garantiu uma vaga na Taça Tupi.

COMO CAMPEÃO da 2ª Divisão, o Montes Claros passou a ter direito de disputar o Torneio de Acesso/2016 contra o 4º e o 5º lugares da 1ª Divisão e o vice-campeão da 2ª Divisão, numa briga por duas vagas na elite de 2017. No entanto, diante dos custos elevados com viagens – transporte e alimentação –, além da indisponibilidade de se deslocarem com o time completo, o Terremoc se viu obrigado a desistir de brigar pelo acesso.

DE FATO E DE DIREITO

BRENO DE Matos Castilho, presidente da FMR, conversou com a VENETA e afirmou que o Terremoc “é campeão de fato e de direito e receberá as premiações”. A entrega, segundo ele, aconteceria na primeira partida subseqüente, como é “tradição no Campeonato”. O Montes Claros jogaria como visitante no Torneio de Acesso, em Itajubá, no Sul de Minas, mas, de acordo com Castilho, “como o clube desistiu da disputa e não viajou, a premiação continuou com a FMR.

“COMO O time deixou o Torneio e não houve oportunidade de encontrar os jogadores e diretores em outra partida, a premiação continuou conosco”, acrescenta Breno, que é dirigente do Inconfidentes, time de Ouro Preto.

AINDA DE acordo com o presidente, Federação e Terremoc chegaram a agendar um encontro em dezembro último, em Belo Horizonte, mas não aconteceu. “Queríamos fugir da informalidade de despachar a premiação pelo Correio ou transportadora. Por isso, vamos manter novo contato com o Montes Claros para que um representante possa receber a taça e as medalhas em nome do clube”.

BRENO NEGOU que o fato tenha qualquer ligação pelo fato de o time ter uma parcela da anuidade 2016 ainda em aberto. Dos R$ 3 mil da taxa, resta ao Montes Claros quitar R$ 1.250,00. “Reconhecemos o débito, mas vamos pagar quando recebermos a taça. Não há qualquer vedação no regulamento para a retenção. Existem outras equipes também com débito em aberto que já receberam premiação e até bolas como brindes, o que não aconteceu conosco”, contra argumentou Gabriel.

NO TÍTULO Mineiro da Segunda Divisão, o Terremoc fez três jogos: Alligators 5x21 Montes Claros (em Sete Lagoas), Montes Claros 39x27 Itajubá (em casa) e Montes Claros 54x12 (em casa).
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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