Quase lá! MOC Vôlei vence o Minas e fica perto de garantir o segundo lugar geral

EQUILÍBRIO FOI determinante em todos os sets e força de grupo ajudou a decidir para os donos da casa; mando de quadra nas semifinais bem próximo

Lance do SET 3, o de maior parcial; Minas foi buscar 5 pontos de desvantagem
O equilíbrio do jogo foi digno à rivalidade que os clubes têm, com várias inversões no placar ao longo de cada set; parciais altas e um número considerável de substituições, o que deixou claro que os técnicos têm em mãos não apenas um time fechado. Esta foi a tônica da vitória do Montes Claros Vôlei sobre o Minas Tênis Clube por 3 a 1, nessa quinta-feira, na primeira das duas partidas que os times fazem no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves, pela 1ª fase do Campeonato Mineiro. As parciais foram de 25-22, 21-25, 29-27 e 26-24 em mais de duas horas de confronto.

Em um ano, entre Mineiro e Superliga, Montes Claros e Minas se enfrentaram seis vezes, com três vitórias para cada lado.

Para o Montes Claros, a matemática ficou simplificada. O time chegou aos 9 pontos e depende de apenas mais um para sacramentar a segunda colocação geral da fase classificatória do Mineiro. Parece pouco? Para os jogadores não. A posição da tabela dará ao time, pela primeira vez na história, o direito de fazer a semifinal única como mandante.

E para o Minas, a missão ficou mais complicada. Terá que vencer o Montes Claros na segunda partida (3-0 ou 3-1), neste sábado, às 17h, e depois, no dia 20, passar pelo Sada/Cruzeiro, em Contagem. Se isso acontecer, chegaria aos 11 pontos e tomaria para si o direito de ser o mandante na semifinal.

DE NOVO NAS SEMIFINAIS

Uma coisa é certa, independente do que acontecer até o final da primeira fase, a combinação de resultados não vai alterar os confrontos das semifinais. O Sada/Cruzeiro já garantiu antecipadamente o primeiro lugar geral e o JF Vôlei ficou na quarta colocação. O regulamento remarcará o confronto na briga por uma das vagas à decisão. Portanto, o outro confronto semifinal não tem como fugir de MC Vôlei x Minas.

Com destaque para o saque forçado e o aproveitamento nos contra-ataques, o técnico Marcelinho Ramos utilizou todos os jogadores que estavam à disposição, O oposto Luan Weber foi um dos destaques do time como uma das “bolas de segurança”. “Faz parte de minha posição arriscar o tempo inteiro e o técnico me dá esta liberdade. A gente teve um adversário muito duro, com um saque tático bem definido. A aplicação de todos tem explicação: temos chances reais de trazer uma semifinal para dentro de casa”, disse o jovem oposto, que no ano anterior estava no Maringá.

Marcelinho à beira da quadra: técnico destaca força de grupo
Sobre a garantia do segundo lugar geral, o técnico Marcelinho Ramos é um dos poucos que ainda mostra cautela, mas entendeu que a vitória foi imprescindível, pois manteve a pressão para o lado do Minas. “Ainda não consumamos o segundo lugar. Dos pontos que a gente disputa diretamente com o Minas, a gente tem a fazer quatro para poder realmente garantir o segundo lugar e não depender do confronto final do Minas contra o Sada”. E completou: “independente do fator classificação, veio a vitória diante de um importante adversário como é o Minas, até porque foi um jogo muito tempo em que o nosso time mostrou altos e baixos dentro de um mesmo set”.

O treinador, que colocou em quadra todos os jogadores à disposição – e até mudou a formação titular já do primeiro para o segundo set – tem razão. Em todos os sets, houve trocas no placar. No terceiro, por exemplo, o Minas tirou uma desvantagem de cinco pontos na parte final (16-21). No segundo, o MOC perdia por 1-4 e o técnico pediu tempo antes mesmo da primeira parada técnica. “Acho que a equipe se portou bem como um todo, com mudanças que surtiram efeito (Índio e Alê nos lugares de Radke e Jonatas)”.

EQUILÍBRIO

“Na montagem do grupo já buscávamos o equilíbrio entre os atletas. Uma equipe homogênea que te permite uma qualidade de treino e com o desempenho muito alto. Se necessário, como aconteceu aqui, fazer a mesma coisa durante os jogos. As mudanças aconteceram porque, quem saiu jogando, não estava conseguindo fazer o seu melhor. Quem sai jogando tem que fazer a manutenção do seu bom rendimento e quem está fora tem que estar brigando o tempo todo pelas oportunidades. Deixo isto bem claro”.

MONTES CLAROS – Murilo Radke, Luan Weber, Bob, Jonatas, Robinho, Salsa e Kachel (líbero). Entraram Wanderson, Alê, Rafael Martins, Gianzinho e Índio.

FOTOS ALEX SEZKO

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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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