Jomar Almeida, fisioterapeuta do MC Vôlei: "Este é o grupo mais inteiro que já recebi"


Fisioterapeuta-chefe do Montes Claros Vôlei, Jomar Luiz de Almeida analisa os primeiros dias de pré-temporada. Presente em todos os projetos profissionais do vôlei na cidade, ele aponta o atual grupo como "o mais inteiro" dos que já recebeu em sete anos de trabalho.

No entanto, explica que na reta inicial de trabalho o perfil individual de cada atleta será respeitado para que o grupo aguente a carga de treinos e de jogos com o menor risco de graves contusões.

Confira a conversa com a VENETA.

William Reffatti, uma das novas contratações, enumerou publicamente o seu trabalho como um dos pontos determinantes para voltar a jogar em Montes Claros. Como você entende isto?

JOMAR – “Importante saber se o chefe escutou isto (risos). Mas saber de algo assim não tem nada que paga. Ser reconhecido pelo trabalho feito. O Reffatti já foi atleta de uma das equipes de Montes Claros e passou pelas nossas mãos. Antes mesmo de acertar este retorno, fez um contato comigo e assinalou sobre a possibilidade de fazer a fase final de tratamento da cirurgia feita no joelho. Fico muito feliz com a confiança que o atleta tem em mim, porque ainda é difícil imaginar que um profissional com atuação exclusiva no Norte de Minas seja reconhecido nacionalmente.


Dos novos contratados pelo Montes Claros Vôlei, tem mais alguém que esteja vindo de um histórico recente de lesão ou mesmo de cirurgia como o caso do Reffatti e que vá merecer uma atenção a mais?

JOMAR – “O Luan [Webber, oposto] passou por duas cirurgias no joelho: uma de ligamentoplastia e uma artroscopia. Esta última que a gente chama de “toalete”, que nada mais é do que uma limpeza naquele joelho que foi operado. Vamos ter uma atenção especial sim, mas adianto que, do ponto de vista físico, ele chegou muito melhor do que eu esperava. O cuidado será mais de prevenção para que ele agüente toda a temporada”.

Em época de entressafra no vôlei, da mesma forma que jogador é assediado, os profissionais dos bastidores também são procurados. Em outros tempos, o Cruzeiro quis levá-lo; Campinas também. Agora, neste intervalo das férias, pintou outra sondagem?

JOMAR – “Recebi sim. Foi um convite formal para uma nova equipe que está sendo montada no Rio Grande do Sul pelo ponteiro Manius, que já foi atleta do Montes Claros. O projeto seria na cidade de Gramado, com base numa lei de incentivo que garante, inclusive, o custeio dos profissionais da comissão técnica e da área da saúde. Confesso que não sei em que pé esteja, agradeci o convite, mas o recusei de imediato. Neste momento não me vejo fora de Montes Claros por gostar e acreditar do time, em um projeto que reconhecidamente está crescendo. Além disso, tem a família e os amigos...”

Em linhas gerais, como têm sido nestes primeiros dias de trabalho em relação ao condicionamento dos atletas que você recebeu?

JOMAR – “De todos os grupos que eu recebi, se eu fizer uma análise geral, este atual é o que chegou melhor fisicamente. Com esta dificuldade que se tem hoje de montar as equipes para a Superliga, os atletas estão se preocupando mais fisicamente. Então, foi uma surpresa positiva para gente ver que atletas que estariam até mal fisicamente em suas equipes de origem chegaram muito bem ao Montes Claros nesta temporada. No meu caso, isto significa menos trabalho (risos).

Os testes mais fortes continuam ou já passou esta etapa? O que foi feito?

JOMAR – “Fechamos os testes ortopédicos e físicos e estão em andamento os testes cardiológicos e laboratoriais, com análise dos exames individuais. Fora isto, como se diz na gíria, os atletas já estão no batente”.

Nesta fase, vocês da comissão técnica fazem os trabalhos individuais respeitando as características e os históricos de tratamento de cada atleta ou é um trabalho coletivo, com a mesma planilha pra todo mundo?

JOMAR – “O trabalho é individual e coletivo ao mesmo tempo. A gente se reúne com a comissão técnica e fala da especificidade de cada um dos atletas para tentar minimizar o problema que têm para no coletivo estarem iguais. Então, nesta primeira fase, o trabalho é muito mais individual do que coletivo, mas vai chegar ao ponto que o trabalho vai ser único com todo mundo”.
Compartilhar no Google Plus

Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

0 comentários: