Lateral avançado, Helton fez gol num clássico





O INÍCIO da experiência do ex-lateral Helton Veloso com o Mineirão foi parecida à do conterrâneo Carlúcio, mas bem antes, em 71. Curiosamente, o rival Ateneu o emprestou para o Cassimiro de Abreu disputar o Campeonato Mineiro de 71 e num jogo contra a Raposa, chamou a atenção do então vice-presidente Edmundo Lambertucci e foi levado para a Capital pela Raposa.

O LATERAL fez parte de uma geração que tinha nomes bem conhecidos da torcida como Palhinha, Moraes, Joãozinho, Darcy Menezes e o também montes-clarense Eduardo Amorim, o “Rabo de Vaca”. “Na época, eu era o terceiro lateral do Cruzeiro depois do Lauro e do Pedro Paulo, mas ainda assim jogava bastante, porque o clube levava o chamado “time da Academia” com Tostão e Dirceu Lopes para excursões na Europa e acabava por utilizar os times mistos em jogos do Campeonato Mineiro”.

SOBRE UM jogo marcante no Gigante da Pampulha, Elton responde de bate pronto. “Foi pela Taça Minas Gerais, acho. O jogo era contra o América e eu recebi uma bola na frente, driblei o goleiro e chutei mesmo sem ângulo para marcar o gol. A gente ganhou por 3 a 1”.

NA ÉPOCA, lateral direito não tinha o costume de apoiar, mas segundo Helton, o seu estilo de jogar veio ainda da base. “Eu era treinado pelo Bonga e ele proibia qualquer um da defesa de dar chutão. Tinha que conduzir a bola, saber dar passe. Modéstia à parte, eu era técnico e isso me ajudou ainda mais a ser ofensivo”. Foram quatro meses de Cruzeiro, até que o clube buscou Nelinho no Clube do Remo. “Aí, fui emprestado para o Mato Grosso”.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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