Produção não deixa as brigas de lado

FILME DOCUMENTÁRIO sobre o vôlei brasileiro não deixou de lado os desentendimentos e demorou seis anos para ser produzido

Claudia Furiati e PH Souto na apresentação do documentário

A JORNALISTA e historiadora Cláudia Furiati, da Caribe Produções, roteirizou o filme “Ouro, Suor e Lágrimas” ao lado dos filhos Heloísa (diretora) e Daniel (produtor). Ela veio a Montes Claros para a sessão de estreia, que contou com a presença dos jogadores do Montes Claros Vôlei, e fez questão de explicar que a identidade da cidade com o vôlei foi determinante para que Montes Claros fosse uma das praças exibidoras do filme. 

“SOMOS TAMBÉM os distribuidores do filme e fizemos este corpo a corpo para que as principais cidades do País fossem contempladas com este trabalho diferenciado”.

ACOMPANHADA PELO ator e produtor montes-clarense Paulo Henrique Souto, que também faz parte da produção, Cláudia disse ao JN que reuniu quase 600 horas de materiais entre gravações e trechos de jogos cedidos pela TV Globo. Ela lembra que a ideia nasceu a partir da filha, que gostava de vôlei assim como o pai (falecido em 2003).

NOITE E DIA

“FORAM SEIS anos de produção, com uma equipe reduzidíssima, mas que trabalhou dia e noite para contar como o Brasil se tornou uma potência mundial do vôlei”, destacou.

O DOCUMENTÁRIO tem início com o fraco desempenho olímpico do time masculino do Brasil em Sidney e na necessidade de reerguer a modalidade. Para isto se tornar realidade – como aconteceu –, a CBV criou o Centro de Treinamento em Saquarema/RJ. “Ali é uma cidade que vive em função do vôlei. Montamos o suporte bem pertinho, com gravações ainda na madrugada”.

AUTORA DE uma biografia histórica de Fidel Castro – inclusive morou em Cuba –, ClÁudia destaca no documentário alguns pontos não tão evidenciados pela imprensa acerca do vôlei nacional, como as brigas entre os técnicos Bernardinho e José Roberto Guimarães, as acusações de protecionismo ao filho Bruninho e o corte polêmico de Ricardinho, mesmo sendo o melhor levantador do mundo naquela época.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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