Disposição para jogar e também aprender

FÃ DE futebol, sérvio Milan Celic se apresenta ao MOC Vôlei e revela admiração ao estilo brasileiro de jogo

Sérvio Milan Celic em sua 1ª coletiva
CRVENA ZVEZDA. Estas foram as duas únicas palavras em seu idioma nato que o sérvio Milan Celic pronunciou – e depois escreveu diante da original combinação de consoantes – em sua primeira entrevista como jogador do Montes Claros Vôlei.

O REFORÇO gringo contratado para esta temporada foi apresentado na tarde dessa quinta-feira, no escritório montado pelo clube no Ibituruna Shopping, e recorreu a um inglês cauteloso para responder timidamente às perguntas dos jornalistas. O estatístico William Santa Maria e o assessor de comunicação Cid Bruno foram os tradutores.

COM RESPOSTAS breves, Milan confessou que realiza um sonho em jogar por uma equipe brasileira. Considera a seleção de Bernardinho a melhor da atualidade. “O vôlei do Brasil é o número um do mundo e possui uma das ligas nacionais mais fortes que conheço. Não pensei duas vezes em aceitar uma proposta de jogar aqui”, comentou o sérvio, que considera como “craques” do voleibol nacional o oposto Leandro Vissotto, o central Lucão e o ponteiro Dante.

APRENDIZADO


PARA ELE, a vinda para o país será válida pelo aprendizado. Quer evoluir tecnicamente, principalmente na execução dos bloqueios. “Acho que o ataque é a minha principal característica, mas ainda preciso ser mais efetivo no bloqueio”, completou.

William (C) é o intérprete nas orientações o técnico Marcelinho

ANTES DE chegar à cidade, tratou de pesquisar na internet as imagens de jogos recentes do MOC Vôlei e se diz admirado com o bom público que acompanha o time no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves. Fez questão de mostrá-las aos seus familiares.

CELIC ESTÁ devidamente acomodado. Divide um dos cinco apartamentos alugados pelo clube com o ponteiro Juninho e com o levantador Índio, que compreendem e conversam em inglês. No treino realizado ontem no Ginásio da AABB, o primeiro com bola desde o início dos trabalhos, no exercício de toque, ele fez dupla justamente com Juninho.

RECOMENDAÇÕES

"O Brasil tem uma das melhores ligas do mundo: não pensei duas vezes em vir"
ASSUSTADO COM o calor de Montes Claros, embora ainda seja inverno por aqui (na Sérvia, de onde veio pra cá, a temperatura média agora é de 22º C em pleno verão, o mesmo registrado no “frio” montes-clarense), Celic confessa que nunca enfrentou o Brasil enquanto atuava pela seleção de seu país (2010), mas já teve um companheiro “brasuca” em um dos times que jogou na Europa. Aliás, esse amigo foi determinante para o aval do técnico Marcelinho Ramos em sua contratação.

“O CELIC jogou com o Murilo Radke, que foi meu atleta nos tempos do Canoas e do Cruzeiro. Havia analisado os seus vídeos do ponto de vista técnico, mas a conversa que eu tive com o Murilo foi determinante para a vinda dele”, disse Marcelinho, que acompanhou a coletiva e também falou com os jornalistas.

TRADUÇÃO

SOBRE AS palavras em sérvio, citadas no início desse texto, trata-se de algo ligado a bem popular tanto aqui como lá: futebol. Crvena Zvezda é o nome do time mais popular do seu país: o Estrela Vermelha de Bucareste, para o qual torce. No Brasil, a simpatia é pelo Santos, por causa do fenômeno Neymar, e pelo Flamengo, onde o seu conterrâneo Petkovic viveu o seu auge no futebol brasileiro. (Fotos: Ch Llópz)
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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