“Vim para compartilhar experiências”

EM SUA apresentação oficial, André Nascimento revela que assumirá o papel de o mais experiente do Montes Claros Vôlei

André posa com a camisa 9; experiência pode lhe tornar capitão pela 1ª vez na carreira
A OPORTUNIDADE de compartilhar suas experiências e o fato de voltar a jogar por uma equipe mineira pesaram na escolha de André Nascimento para vestir a camisa do Montes Claros Vôlei na temporada 2015/2016. O oposto fez a declaração durante sua apresentação oficial na tarde dessa terça-feira, em coletiva do clube no Ibituruna Shopping Center. Aos 36 anos, o medalhista olímpico já assumiu o número 9 (que era do levantador Rodriguinho) e chega para ser o mais experiente do novo grupo do MOC Vôlei.

EMBORA TENHA nascido na região metropolitana do Rio de Janeiro, André começou a jogar em Juiz de Fora, para onde sua família se mudou. De lá, foi para o Minas Tênis e fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato da Superliga Nacional no início dos anos 2000 pelo time de BH. Foi apenas o início de uma carreira vitoriosa com títulos na Liga e no Campeonato Mundiais, além de duas medalhas olímpicas (ouro e prata) com a Seleção Brasileira.

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“MONTES CLAROS é conhecida nacionalmente pela torcida que tem; sempre presente e com grandes públicos em seu ginásio. Isso também me motivou, mas considerei principalmente o fato de o clube apostar em um elenco novo e da oportunidade que vou ter de compartilhar minha experiência. Comecei muito jovem e tive pessoas com bagagem ao meu lado e que foram determinantes para o meu crescimento como atleta e como cidadão”, analisou André.

HIATO

O ÚLTIMO clube de André foi o gaúcho Voleisul, há um ano, na disputa da Superliga B. “Estava voltando do Japão e achei que seria interessante disputá-la para me readaptar ao vôlei brasileiro”, disse. O time foi vice-campeão da S-B. E por vontade pessoal, ficou parado na última temporada. “Tenho uma academia em Florianópolis e por causa dos negócios não pude me ausentar mesmo com propostas de vários clubes no ano passado, inclusive do Montes Claros. Agora já tenho uma pessoa para ajudar a minha família na administração dos negócios e pude retomar a minha carreira”.

SOBRE ESTE “hiato” na carreira, o oposto disse ao JN que foi algo programado, mas não acredita que isto seja problema daqui em diante. “Estou bem fisicamente porque nunca parei de treinar, mas mesmo que todo mundo comece do zero na pré-temporada, tecnicamente vou precisar de um trabalho especial junto ao treinador e ao preparador físico para chegar às mesmas condições do restante do grupo que esteve na última Superliga”, acrescentou.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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