Downhill: mais um radical a mostrar força

PISTA CONSTRUÍDA pelos próprios ciclistas e com doações recebe neste fim de semana a 1ª Copa Macaco Park


Pista Branca (ou do Macaco) tem 1,2 mil metros e recebe os 40 competidores da copa
NÃO HÁ como negar que Montes Claros seja um reduto dos esportes radicais em Minas. Seja qual for a modalidade, há praticantes na cidade. Alguns com projeção em competições nacionais e até internacionais; outros que praticam apenas por hobby. O certo é que todos eles são abnegados. Não apenas por abrirem mão de domingos e feriados, mas principalmente por serem os próprios patrocinadores. Sem o próprio dinheiro, certamente nem mesmo poderiam praticar esporte; quiçá competir.

A VENETA já reportou vários dos exemplos de turmas de abnegados: skate, mountain bike, aeromodelismo, paraglider, slackline, Le Parkour, Freestyle, enduro, motocross, escalada, dentre outros. Não menos importante, a lista também conta com o pessoal do Downhill, mais uma versão radical de competição de bicicletas, que se resume na descida de terrenos acidentados no menor tempo possível.

E NESTE fim de semana, acontece a 1ª Copa de Downhill “Macaco Park”. Será na chamada “Pista Branca”, do lado direito na saída de Montes Claros para Bocaiúva (BR-135). A projeção é de reunir 40 competidores de MOC e de cidades da região como São João da Lagoa, Buritizeiro, Claro dos Poções e Janaúba. A premiação será de R$ 100,00 para os campeões de cada uma das categorias (Elite Full, Júnior e Elite Rígida), além de troféus para os 10 primeiros colocados de cada categoria.

THIAGO AVELAR é o organizador da prova e lembra que a prova aconteceria em março, mas foi adiada por causa da chuva. “Juntou muita lama e a pista ficou escorregadia. Chegamos a testar com tela, mas mesmo assim escorregava. Aí, por questão de segurança, optamos em adiar, mas sem qualquer comprometimento”, disse.

ESFORÇOS

A PISTA Branca (ou do Morro do Macaco) foi construída com recursos dos próprios praticantes. “Dois amigos e eu tomamos frente para que a coisa acontecesse. A gente chegou até a alugar caçambas de terra para fazer a pista, além de comprar madeira para as rampas. Muita coisa a gente ganhou, mas como tinha que pagar frete, o jeito foi fazer mutirão para levar até o morro”, completou Thiago.


SEGUNDO O organizador, em três anos eles conseguiram construir uma pista ideal para treinos e competições com 1,2 mil metros de extensão, com muitas curvas – fechadas e abertas – e rampas médias, além de buracos que propositalmente aumentam o grau de dificuldade. As árvores ao redor foram preservadas. Para Thiago e os demais praticantes, a meta é finalizar a pista com 5 quilômetros de extensão e quem sabe receber competições de maior porte.

POR CAUSA da distância em relação à cidade, os treinos da turma do Downhill na pista do Macaco acontece aos finais de semana e feriados, em média com 40 praticantes. Para a Copa, a coordenação confirmou que haverá o resgate: um caminhão que levará os ciclistas de volta ao topo da pista.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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