A última impressão é a que fica

MOC VÔLEI se despede da Superliga em jogo equilibrado com o Cruzeiro e já faz planos: permanência do técnico é prioridade

Jogo registrou o recorde de público da Superliga, com 8,1 mil pessoas
DIANTE DE mais de 8,1 mil pessoas (novo recorde na Superliga) no Poliesportivo (sábado), o Montes Claros Vôlei perdeu pela segunda vez para o Sada/Cruzeiro nos play-offs e deu adeus à Superliga Nacional com a 8ª melhor campanha da temporada. As parciais foram de 25/23, 25/18,26/28 e 31/29, em 2h17. Diferente do primeiro jogo, houve equilíbrio em praticamente todos os sets e esta impressão de competitividade contra o melhor time do País na atualidade é que move o clube para mobilizações em torno da continuidade do projeto.

Gestor Andrey Souza
NESTA TEMPORADA, o orçamento foi de R$ 1,8 milhão e para os próximos 12 meses a projeção é de um reajuste de 50% para montar um time mais competitivo e sonhar com pelo menos as semifinais. Para chegar a este novo valor, a direção recomeçou a peregrinação pelos potenciais patrocinadores para a manutenção e fortalecimento da estrutura administrativa e dos parceiros do projeto.

E A permanência do técnico Marcelinho Ramos será o saque inicial para a próxima temporada, mesmo que a receita ainda não esteja garantida para o calendário 2015/2016 que terá a Superliga, Campeonato Mineiro e Copa Brasil. Ainda assim, a gestão do clube mostra confiança e resume em 99% as chances de o treinador renovar o contrato nos próximos dias.

CONVERSAS

Marcelinho Ramos
“O MARCELINHO tem sangue no olho. Ele veio com muita simplicidade e mostrou profissionalismo durante todo o tempo e isso hoje no mercado é raro. E quando a gente tem um profissional desta natureza nós não podemos perdê-lo”, adiantou à VENETA o gestor do MCV, Andrey Souza. “O Montes Claros quer que ele continue e claro que vai depender de uma conversa final, mas daria 99% de certeza sobre sua permanência”, acrescentou.

SEGUNDO ELE, a conversa sobre renovação já acontece antes de terminar a participação na Superliga. “Para quem não sabe, ele foi meu primeiro nome para comandar o projeto, mas por detalhes o acordo não aconteceu naquele momento. Tivemos a atitude de mudar o comando quando as coisas não aconteceram como esperávamos e dois meses depois e ele se juntou ao nosso projeto”, completou.

Salsa gostou do jogo
AINDA SOBRE o jogo, o central Tiago Salsa enalteceu a força que o time teve dentro e fora de quadra. “Com o passe qualificado, jogamos contra qualquer time e a gente conseguiu fazer isto. Ainda acredito que o time poderia ter rendido algo parecido na primeira fase, o que nos colocaria com uma pontuação mais alta e de repente ter fugido do Cruzeiro. No primeiro jogo tivemos dificuldades com o saque do Cruzeiro, que fez uma campanha impecável com 10 pontos à frente do segundo”, disse.

A TORCIDA sempre compareceu e me apoiou nestes cinco anos da ligação que tenho com a cidade. As críticas são naturais, também superamos muitas coisas: um início de temporada com o elenco reduzido, o que interferiu de certa forma na preparação e no desenvolvimento do conjunto da equipe”. Salsa também falou sobre a possibilidade de continuar no time. “Querer continuar eu quero sempre, mas tem muita coisa ainda para conversar”, finalizou. (Fotos: Alex Sezko)
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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