Outra vitória que escapa

MOC VÔLEI faz jogo parelho contra times mais bem colocados na Superliga, mas pela segunda vez perde de virada no tie-break

Cristian (20 pontos) e Salsa perderam para Ricardinho e Diogo (fundo)
PELA SEGUNDA vez seguida, o Montes Claros Vôlei deixou escapar uma vitória no tie-break como mandante. O time foi derrotado de virada para o Ziober/Maringá por 3 a 2, sábado à noite, diante de 2,2 mil pessoas no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves. Foram 2h18 de disputa, com parciais de 25/20, 25/27, 20/25, 25/18 e 15/12. No jogo anterior em casa, contra o Taubaté (17/01), o MOC também foi superado por 3 a 2.

O PONTEIRO argentino Cristian Poglajen e o central Pedrão foram os maiores pontuadores do time com 20 anotações cada. Léo Mello fez 17. Na partida, Rivaldo superou ambos e fez 24, mas o troféu Viva Vôlei ficou com o ponteiro Diogo, que fez parte do time montes-clarense vice-campeão da Superliga em 2010. Além deles, destaque para o levantador Ricardinho, ex-seleção brasileira, que foi advertido duas vezes (cartões amarelo e vermelho) pelas constantes reclamações com os árbitros.

DIFERENTE DE outros jogos, o MOC Vôlei fez o revezamento entre os líberos Ezinho e Gian no decorrer dos cinco sets. O primeiro, segundo o treinador, mostra mais qualidade no passe, enquanto o segundo teve um rendimento melhor na defesa. “Minha intenção foi ganhar velocidade nos contra-ataques com a entrada do Gian”, disse Marcelinho Ramos, que não pôde contar outra vez com o oposto Edinho, ainda se recuperando de uma contusão muscular na coxa.

NO ABC

DIANTE DA combinação de resultados com os demais jogos da rodada, a vitória que não veio colocaria o time norte-mineiro na sexta posição. Sem tempo para lamentos e mantido no G-8 que vai aos play-offs (8º lugar, com 23 pontos), amanhã o MOC Vôlei volta à quadra para enfrentar o lanterna São Bernardo, no ABC Paulista.

“A SUPERLIGA tem sido muito equilibrada e este foi um jogo duro. Saio um pouco frustrado porque a gente teve a oportunidade de ganhar, embora tenha cometido alguns erros na distribuição de bola [tie-break]. O Maringá oscilou muito na Superliga e vinha decidindo mais pela individualidade dos atletas, enquanto que a nossa força estava no conjunto. Sinceramente, achava que isto poderia ter feito a diferença. Mas este ponto foi precioso e acho que a gente esteve bem na maior parte do tempo”, disse o técnico Marcelinho Ramos ao resumir a partida desse sábado. (Foto: Ch Jil Vann)
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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