Com contratempos e superações, MOC Vôlei arranca ponto contra o vice-líder

TIME CHEGOU a fazer dois a um, mas não deu conta de manter o ritmo do início ao fim e viu o Taubaté de Lorena e Dante virar

Montes Claros mostrou força nos três primeiros sets, mas perdeu ritmo e foi derrotado
FOI POR pouco, mas ainda não foi desta vez que o Montes Claros Vôlei conseguiu vencer um dos líderes da Superliga Nacional em sua casa. No sábado à noite, diante de 2,7 mil pessoas no Poliesportivo Tancredo Neves, o time chegou a abrir 2 a 1, mas foi derrotado pelo Funvic/Taubaté por 3 sets a dois, em partida válida pela quinta rodada do returno.

AS PARCIAIS foram de 24/26, 26/24, 25/11, 18/25 e 15/8. O central Pedrão foi o maior pontuador pelo lado do MOC, com 16 acertos. O experiente Dante, pelo lado do Taubaté, foi o maior pontuador no geral (19).

Edinho com a bolsa de gelo: cortado do jogo no aquecimento
EM QUE pese a diferença dos times na tabela (o Taubaté é vice-líder e o Montes Claros o 8º), a derrota tem algumas explicações. A primeira delas: o time entrou em quadra com um desfalque de última hora. O oposto Edinho, que vinha sendo o jogador mais regular do time nas cinco rodadas mais recentes (principalmente no saque e no ataque), sofreu um estiramento na coxa direita ainda no aquecimento e teve que ser cortado. Substituto imediato, Léo Mello não entrou bem e o técnico Marcelinho Ramos foi obrigado a improvisar. Dentro do possível, o ponteiro Túlio fez a função.

EMBORA TENHA vencido o terceiro set com incríveis 25-11, o Montes Claros teve dificuldade em receber o saque do Taubaté nos dois sets finais. O problema do passe foi potencializado pelo desgaste que o todo o time teve com os cinco sets – cansaço.

EXPLICAÇÃO

SOBRE OS contratempos, o técnico Marcelinho Ramos explicou à VENETA. “A gente tem que fazer menção à qualidade do adversário, que tem um time experiente, que saca muito bem e que não é por acaso que está entre os líderes e tende a ser um dos finalistas da Superliga”. E quanto ao cansaço: “é um time mais alto e mais forte que o nosso, o que fez a gente jogar no limite durante todo o tempo”.

Ginásio Tancredo Neves recebeu 2,7 mil pessoas na partida de sábado
E COMPLETOU: “o Edinho é um jogador extremamente agressivo e o meu time tem um estilo mais técnico. Além de ter sido nosso maior pontuador nas últimas rodadas e um de nossos melhores sacadores, ele vinha sendo o mais eficiente do time em suas ações. Sentimos a sua ausência e Léo Mello não foi bem. Como eu não tinha outra opção no banco para a função, recorri ao Túlio, que é o ponteiro que tem o estilo mais parecido ao de um oposto. E ele esteve bem dentro do possível e não deve ser culpado por nada que tenha acontecido”.

Lorena fez seis pontos contra o MOC
O MOC conquistou um ponto e se manteve no G-8, agora com 19 pontos na oitava colocação. Voltará a jogar no dia 27 de janeiro, em Juiz de Fora, contra a UFJF – uma das equipes que ameaça sua posição na zona de classificação dos play-offs.

LORENA

LORENA, QUE foi ídolo do primeiro time que a cidade teve e agora defende o time paulista, começou no banco e foi utilizado na maior do jogo até assumir de vez a função de oposto após a torção de tornozelo do titular Leozão, numa queda perto da rede após um ataque. A torcida o perseguiu: vaiou quando estava em quadra e depois nos pedidos de autógrafos e fotos.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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