O ano especial do goleador Hugo

CAMPEÃO MINEIRO júnior e de contrato renovado por mais dois anos, montes-clarense espera agora pela chance no profissional

Hugo Ragelli comemora um dos gols na vitória sobre o Atlético, por dois a zero
UMA DIVERGÊNCIA com a diretoria do Palmeiras, clube por onde jogou por quase quatro anos e onde esteve até o início deste ano, foi determinante para a reviravolta na carreira do atacante montes-clarense Hugo Ragelli. O jogador, que chegou ao Cruzeiro com um contrato de risco de seis meses porque se recuperava de uma séria contusão, vai fechar o ano como campeão mineiro júnior, título conquistado no último sábado com o empate em 1 a 1 com o Atlético. Foram 17 vitórias dos celestes em 22 jogos – e apenas uma derrota.

ENTRE O último sábado e a segunda-feira, o goleador esteve na cidade para rever a família e curtir a folga dada pela comissão técnica da base do Cruzeiro com a conquista do título da base. Hugo esteve na AABB para acompanhar a final do Torneio de Integração “Jornalista Luiz Ribeiro” e conversou com a VENETA sobre o momento que vive na Toca da Raposa.

ELE FOI o vice-artilheiro do Mineiro Júnior com 12 gols, sendo três deles anotados em clássicos contra o Galo. Além disso, com o rendimento dentro de campo, Hugo deixou de ser uma aposta e se tornou realidade nos planos do time azul. Aos 19 anos, teve o vínculo renovado por mais dois anos. O novo contrato foi assinado em setembro. O montes-clarense foi ainda o artilheiro no torneio de Terborg disputado pelo Cruzeiro na Holanda, no primeiro semestre. Fez quatro gols.

MAIS PLANOS

MESMO COM estas conquistas, seus planos para o restante a temporada ainda não terminaram: sempre acionado pelo técnico Marcelo Oliveira para treinos com o elenco profissional, ele acredita que, se o Cruzeiro confirmar a conquista do bicampeonato nacional por antecipação, neste domingo, contra o Goiás, as pratas da casa como ele terão chances de jogar o restante do Brasileirão. Sobrariam os jogos contra a Chapecoense, fora de casa, e com o Fluminense, no Mineirão.

ALIÁS, A estreia no Mineirão não aconteceu por muito pouco. Com a contusão de Borges, Ragelli foi acionado como opção de banco contra o ABC, no jogo de ida pelas quartas de final da Copa do Brasil. Mas minutos antes de o time entrar em campo, já no aquecimento nos vestiários, a CBF entendeu que ele não deveria jogar porque a renovação de contrato ainda não havia sido publicada.

O PRÓPRIO Hugo explica o que aconteceu: “o erro foi deles, porque o meu contrato foi renovado automaticamente e já estava publicado. Mais tarde, a CBF me enviou uma carta se desculpando pelo incidente, mas acredito que eu entraria naquele jogo porque o Marcelo conversou bastante comigo sobre isso”.

ANTES DA renovação com o Cruzeiro, Hugo revela que ele o seu pai, que cuida da sua carreira, foram procurados por diversos empresários na tentativa de já levá-lo para o exterior. "Não acho que seja a hora. Estou bem no Cruzeiro, conquistei o meu espaço dentro de campo e posso render ainda mais. Vou trabalhar para buscar mais oportunidades", disse.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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