Bicho toma gol no final e perde para a Pantera

DEMOCRATA/GV catimbou até na escolha dos uniformes; Montes Claros vai buscar a compensação a 800 KM de casa

De apenas 17 anos, Daniel entrou muito bem, deu velocidade ao ataque do Bicho, mas faltou pontaria

“QUEM NÃO
faz, leva”. O ditado máximo no futebol resume com fidelidade como foi o terceiro jogo do Montes Claros FC pela fase final do Campeonato Mineiro do Módulo II. Mesmo com maior posse de bola, três boas finalizações e uma bola na trave, o time acabou surpreendido pelo Democrata de Governador Valadares, sábado à tarde, no Estádio José Maria Melo. A Pantera, que sentiu muito o desgaste pelo forte calor, venceu por um a zero, gol de Luciano Mourão aos 42’ do 2º tempo.

EM MELHOR fase, os visitantes ainda fizeram valer da catimba. Como mandante, o Montes Claros FC teria autonomia para escolher o uniforme de jogo e optou pela camisa e calção brancos. Mas o clube de Valadares alegou que não tinha outra opção que não fosse a camisa branca, embora uma pessoa da delegação tenha revelado depois do jogo que a camisa listrada estava sim na bagagem. Houve bate-boca entre as diretorias, mas o Bicho acabou cedendo. Em represália, o MCFC não concordou com a parada técnica para a hidratação.

OPOSTO


COM APENAS um ponto conquistado em dois jogos seguidos como mandante (já havia empatado sem gols com o Social), o Bicho segue sem vencer no Hexagonal Final. Na estreia dessa fase, perdeu para o Uberlândia por 2 a 0. O curioso é que, na primeira fase, o time teve a melhor campanha geral. Agora, o MCFC terá de buscar a reabilitação longe de casa já nesta quarta-feira, contra o Tricordiano, em Três Corações.

AINDA NO final de semana, o Mamoré venceu a terceira seguida: 2 a 0 sobre o Social, enquanto o Uberlândia fez 3 a 2 sobre o Tricordiano. O MCFC segue na 5ª posição à frente apenas do adversário de amanhã.

JOGO

Mesmo com maior posse de bola, MCFC teve dificuldade no passe final no 1º tempo
A DIFICULDADE maior do Montes Claros no 1º tempo foi no passe final. Com a marcação individual que o meia Rômulo sofreu do volante Júlio César, o time teve que arriscar mais nas jogadas de linha de fundo com os laterais Bill e Fayllon, além de arriscar chutes de fora da área. As únicas chances mais claras vieram com Rafael Filipe e Santana, de cabeça. Fábio Noronha foi bem nos dois lances.

POR SUA vez, o Democrata apostou nos contra-ataques e quase abriu o placar em três chances. Numa falta técnica cometida pelo goleiro Thiago, por entrar em campo com uma garrafa na mão, que foi defendida por ele em dois lances; uma cabeçada de Luciano Mourão por cima do travessão e um chute cruzado de Felipe, que Tiago espalmou para escanteio.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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