Presidente Paulo Martins descarta que campanha seja castigo: "foi aprendizado"

O TIME fechou a Superliga como o pior entre os 12 participantes. Com o histórico de dificuldades e principalmente de superações, não seria castigo demais?

PAULO MARTINS – “Prefiro considerar como aprendizado ao invés de castigo. O projeto foi idealizado para três anos e este foi apenas o primeiro. Ainda mais considerando como tudo começou. Sem as portas abertas aqui em Montes Claros o time teria acabado lá mesmo em Goiânia”.

EM ALGUNS momentos, tudo parecia conspirar contrário...

PAULO – “A mudança foi muito radical. Saímos de Goiás praticamente fora da Superliga e chegamos em Montes Claros com chances reais de disputá-la. Mas com pouco tempo para arrumar a casa, os problemas foram inevitáveis. Prefiro pensar positivamente: eram jogadores que estavam praticamente desempregados; saíram do anonimato e ganharam mercado, tanto que vários deles se transferiram com a competição em andamento”.

MAS E os problemas?

PAULO – “Todo time tem os seus, só que os nossos foram potencializados. Tivemos perdas que os outros não tiveram. O orçamento original foi desfeito e criamos um emergencial diante da forma que as coisas aconteceram. As perdas começaram por aí. Mas não acho que devemos sentir pena de nós mesmos”.

VIDA QUE segue, qual o planejamento de agora em diante?

PAULO – “O tempo agora é maior para planejarmos. Do orçamento projetado para a próxima temporada, confiante de que continuaremos na Superliga, acredito que 60% da receita está garantida. Há 90 dias já trabalhamos nisso. As empresas trabalham com projetos e como chegamos em cima do início da Superliga, não havia como convencê-las a ajudar”.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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