Melhor em tudo e classificado

MONTES CLAROS FC vence o Nacional em Uberaba e se destaca na campanha, ataque e disciplina

NÃO PODERIA ter sido melhor. Já na primeira chance de confirmar a classificação para o Hexagonal Final do Mineiro do Módulo II, o Montes Claros FC precisava apenas do empate diante do Nacional, quarta à noite, em Uberaba, mas foi além: venceu o rival por 3 a 1. Os gols do Tricolor aconteceram num intervalo de 10 minutos: Diogo Brasília aos 21’, Rafael Filipe aos 23’ e Fayllon aos 31’, todos no primeiro tempo. Rafinha, na etapa final, fez o de honra do Naça.

NO MESMO dia, o Mamoré venceu o Araxá, de virada, em Patos, por 3 a 2, e o Uberlândia apenas empatou com a Patrocinense: 1 a 1. Com os resultados, o Bicho sacramentou o primeiro lugar da Chave B, agora com 18 pontos. Mesmo que perca na rodada seguinte, não perderá a ponta porque tem quatro pontos a mais que o 2º colocado.

O PRÓPRIO UEC vem em seguida com 14. O Mamoré, que completou a terceira vitória seguida, é o 3º com 13 pontos. Araxá com 9 e Patrocinense e Nacional com 6 estão agora na briga contra o rebaixamento. Somente o último cai.

DESTAQUE EM TUDO

A COMEMORAÇÃO pela conquista da vaga com duas rodadas de antecipação vem com vários detalhes que resumem a campanha de sucesso do Bicho: melhor ataque geral (16 gols a favor) e maior pontuação entre todos os 12 participantes. Mais do que isso: o Bicho é o único até aqui que acumula três vitórias como visitante. Outro detalhe positivo: ao lado do Democrata/SL, é o único clube que não teve nenhum jogador expulso.

O MOMENTO especial do MCFC é motivo de muita comemoração por parte da comissão técnica e do grupo de atletas. No início do Campeonato, o time era apontado como apenas “um daqueles que brigariam contra o rebaixamento”. Perdeu seis titulares por transferências e com pouca receita só pode contratar três reforços. O elenco reduzido a 23 jogadores tem nada menos que oito juniores.

A FOLHA salarial do MCFC não chega a R$ 53 mil. É bem inferior aos R$ 220 mil que o Uberlândia gasta por mês. O Araxá, por exemplo, tem uma folha de R$ 180 mil mensais, enquanto a do Mamoré é de R$ 90 mil e a do Nacional R$ 80 mil.

PARA FALAR da conquista da classificação, o técnico Didi Ferreira faz menção das superações. “São muitos pontos positivos num clube que para muitos era apontado como candidato ao rebaixamento. O mérito é do grupo que, embora seja reduzido, se supera a cada dia. Isso mesmo com jogos a cada três dias, desgaste em viagens e outros contratempos numa competição tão equilibrada como é o Módulo II”.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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