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Sem prêmios e sem prova

CANCELADO POR falta de dinheiro para a premiação, GP de Ciclismo perde a pontuação de ranking alcançada em sete anos; para coordenação “faltou respeito”

SEM DINHEIRO para a premiação de quase R$ 30 mil, uma das maiores do calendário nacional, o Grande Prêmio Cidade de Montes Claros teve de ser suspenso. A prova aconteceria no dia sete de julho, com a participação de 107 ciclistas nas categorias Master e Elite. Essa seria a oitava edição do GP, que atingiu a pontuação 3 (numa escala até 5), com pontuação no ranking nacional. Com o cancelamento, a prova volta literalmente à “estaca zero” na escala da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC).


OS ORGANIZADORES da Bicimax Eventos Esportivos, Juan Fariña e Alayde Neves, responsáveis pelo GP desde a primeira prova, tratam a questão como descaso. O casal afirma que desde o dia seis de janeiro último um projeto completo sobre a prova foi entregue à Prefeitura, inclusive com a solicitação de ajuda de custo para a premiação. “O projeto ficou engavetado. Infelizmente, ficamos sem uma resposta”, resume Alayde, ao enfatizar que “o assunto foi tratado com pelo menos cinco pessoas da administração e somente a três dias da prova é que veio a resposta definitiva, sem tempo hábil para buscar alguma alternativa”.

FARIÑA RESSALTA que “nos outros sete anos, sempre tivemos o apoio do município, tanto logístico como financeiro. Faltou respeito”. Segundo ele, o prejuízo vai além da queda da pontuação na CBC. Foram gastos cerca de R$ 8 mil com o material gráfico, premiação e de suporte para hidratação e reposição alimentar. Além disso, a Bicimax ainda arca com a devolução das taxas de inscrição e a comunicação por telefone e e-mail para os ciclistas a menos de 72 horas do início previsto.

DIRETOR DE gestão da Secretaria Adjunta Municipal de Esportes, Rogério Sant’Anna, disse à reportagem da InterTV, na véspera da data estipulada para a prova, que o papel do município “era todo de logística e em relação à premiação os organizadores foram avisados que a prefeitura não arcaria com essas despesas”.

COMO ERA ranqueada, a prova era obrigatória para as equipes mais bem colocadas nesta temporada. 

TOTALMENTE PLANO, o circuito de 2,3 quilômetros na Avenida José Corrêa Machado era visto como um dos mais competitivos do País por exigir uma corrida integralmente de alta velocidade.

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