Fragilidade vem de outros tempos

NÃO É de hoje que o clube tricolor mostra problemas dentro e fora de campo; veto de campo foi apenas mais um

A CAMPANHA
no Módulo II com sete derrotas e apenas um empate reflete as fragilidades e a falta de organização do Funorte, o que já vinha se arrastando desde o ano passado, bem antes mesmo de cair na 1ª Divisão.

SEM PATROCINADORES externos e nem mesmo com um orçamento fixo pela faculdade que o mantém (estima-se que tenha sido de R$ 80 mil/mês), o time teve que ser montado em cima de uma base de juniores. Foram contratados jogadores desconhecidos que estavam atuando até mesmo em competições amadoras até o final do ano passado. Essa foi a mesma receita da Taça MG de 2010, quando fez dez jogos e perdeu sete (empatou os outros três).

TAMBÉM PESOU a falta de suporte fora de campo. Uma mesma pessoa chegou a acumular três ou mais funções dentro do clube para atender o grupo do Módulo II. Os jogadores chegaram a reclamar da falta de estrutura mínima para o trabalho.

MESMO SEM competições desde abril de 2011, o Funorte não soube aproveitar o tempo de sobra e esperou até janeiro deste ano para providenciar a vistoria obrigatória do estádio José Maria Melo.

MAS COM a mudança da legislação e um número maior de exigências, o clube não conseguiu em tempo hábil o laudo de segurança para que o local fosse liberado e teve que mandar todos os seus jogos a mais de 400 quilômetros de distância, gastando, em média, R$ 5 mil com aluguel de estádios em Araxá, Patos de Minas e Patrocínio.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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