Tática do vôlei agora é a social

PARA DIVULGAR e incentivar a solidariedade, grupo de jogadores do BMG/Montes Claros cumpre uma série de visitas às entidades assistenciais

SEM COMPROMISSOS de tabela depois da eliminação precoce na primeira fase da Superliga Nacional de Vôlei 2011/2012, os jogadores do BMG/Montes Claros dividem as atividades físicas de quadra e academia com uma agenda social. Há dez dias, eles cumprem uma agenda de visitas às diversas entidades filantrópicas da cidade, como forma de ajudar na divulgação do trabalho assistencial, especial para crianças e adolescentes.

NESTA SEMANA, os jogadores e alguns integrantes da comissão técnica foram conhecer de perto as ações desenvolvidas pela Escola Capelo Gaivota, no bairro Ibituruna, que atende alunos de portadores de síndrome de down, surdos e com paralisia cerebral. Ontem, o grupo de atletas esteve pela manhã na sede da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), no Jaraguá.

“É UMA ação extremamente gratificante de ajudar e reforçar o espírito solidário da comunidade de Montes Claros. Não começamos antes porque a agenda de jogos e viagens não permitia essa conciliação”, disse o supervisor William do Prado, à VENETA, nessa terça. O central Tiago Salsa, único jogador que está no clube desde a sua criação, em 2009, reforça a opinião e entende que o trabalho social “nos faz rever valores e agir de maneira mais humana”.

O GRUPO de atletas cumpriu a visita social também à Fundação Sara de apoio ao tratamento do câncer infantil, às escolinhas do projeto Minas Olímpica e ao Orfanato Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. “Fiquei impressionado e muito feliz pela qualidade do trabalho que a Fundação Sara faz. É um exemplo a ser seguido”, completou Salsa.

JÁ O oposto Tuba, entre os mais experientes do grupo e que foi capitão do Montes Claros na maior parte da Superliga, deixa entender que, “fazer e apoiar qualquer o trabalho social”, é uma forma de remediar algumas das decepções pela má campanha na Superliga. “Depois de uma temporada difícil, é muito bom trazer alegria principalmente para as crianças que precisam muito de carinho, atenção e amor", disse o atleta ao blog da organizada Orkutorcidamoc.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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