Sem vitória nos clássicos da Superliga

MONTES CLAROS joga mal e perde de novo para o Cruzeiro; classificação para os play-offs passa a depender de exageros: vencer todas e torcer para sucessão de derrotas dos rivais

O BMG
/Montes Claros perdeu pela quinta vez consecutiva neste returno da Superliga de Vôlei. No jogo em que apostava na tradição para igualar as forças e tentar diminuir a diferença para a zona de classificação para os play-offs, deu tudo errado. O Sada/Cruzeiro teve o domínio completo e venceu o Esquilão por 3 a 0, quarta-feira à noite, no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves. A comissão técnica achou exagero analisar a derrota como “passeio do adversário”, mas foram pouquíssimos os momentos em que o Montes Claros mostrou lucidez e teve controle do placar.

Montes Claros chegou a fazer cinco pontos de saques, mas falhou nos bloqueios e contra-ataques
AS PARCIAIS foram de 18/25, 14/25 e 20/25 em 1h14 e diante de 1,2 mil pessoas. Wallace, do Sada, foi o maior pontuador da noite (19). Tuba, aniversariante do dia, como não teve a vitória teve de se contentar com o fato de ter sido o maior pontuador do lado do Montes Claros (13).

É A primeira vez desde a sua entrada na competição que o Montes Claros não conseguiu vencer um clássico mineiro na primeira fase da Superliga Nacional. Foi derrotado por Cruzeiro e Minas tanto em casa como fora. Para complicar, o time não somou um ponto sequer, segue em nono lugar e passa a depender de quase 100% de aproveitamento, além de uma sucessão de derrotas de Campinas e São Bernardo nas cinco rodadas finais para não amargar a inédita eliminação antes da fase dos play-offs.

O JOGO dessa quarta-feira foi marcado pelos inúmeros erros de defesa, cobertura e até mesmo saque, que vinha sendo uma das armas do Montes Claros para a quebra de passe do adversário. Mesmo assim, com Tuba e Pereyra, conseguiu cinco pontos nesse fundamento – contra dois dos adversários. O Cruzeiro, por sua vez, soube usar da experiência de seus jogadores e do momento de tranquilidade que vive na competição. O levantador William e o oposto Wallace ditaram o ritmo de jogo.

PELO MENOS até o 10º em cada set, o BMG/Montes Claros até que conseguia equilibrar as forças e o Cruzeiro não chegou a ter uma vantagem acima de 3 pontos. Mas daí em diante, o time parecia sentir a pressão pela má posição na tabela. A torcida que apoiou bastante nos primeiros minutos, vaiou o adversário e incentivou cada jogador nominalmente, perdeu a paciência. Cobrava substituições e chegou a hostilizar seus atletas.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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