"Nova casa" a 421 quilômetros de distância

ALÉM DO gramado em reforma, Funorte atrasa laudos e não joga no estádio José Maria Melo na estreia do Módulo II

O FUNORTE
está de nova casa; pelo menos temporariamente. Sem condições de jogar no estádio José Maria Melo, que ainda passa por reforma na estrutura e recuperação do gramado, conforme exigência nas vitórias, o clube será obrigado a fazer sua estreia no Campeonato Mineiro do Módulo II a 421 quilômetros de Montes Claros, mesmo na condição de mandante.

A PARTIDA contra a Sociedade Esportiva Patrocinense está marcada pelo departamento técnico da Federação Mineira de Futebol para o estádio Bernardo Rubinger Queiroz, em Patos de Minas, que pertence ao Mamoré. A nota 06/2012 foi publicada na segunda-feira, assinada pelo presidente da FMF, Paulo Schettino e pelo diretor de futebol Edmar Francisco Pires.

SERÁ NO domingo, às 17 horas, uma hora mais tarde que o clássico daquela cidade entre URT x Mamoré.

O CURIOSO é que, embora esteja na condição de visitante, a Patrocinense é quem goza de privilégios, já que a sua cidade está apenas a 72 quilômetros de Patos de Minas. A delegação poderá viajar no dia do jogo.

NO DIA 12 de janeiro, em entrevista com o presidente João Bispo (Bonga), a VENETA se antecipava ao fato e já comentava a posição do Cassimiro de Abreu em não liberar o gramado de seu estádio para a estreia do Funorte, o que foi mantido até agora.

NO ENTANTO, a problemática do Tricolor vai mais além: os laudos de vistoria (engenharia, segurança e vigilância sanitária) não foram feitos dentro do prazo-limite estipulado pela FMF (2 de fevereiro). Dessa forma, ainda não foram repassados pela entidade para que o Ministério Público Estadual se pronunciasse oficialmente sobre a liberação – ou não – da praça de jogos no Módulo II.

O GRAMADO do campo do Cassimiro passou por reformas em 40% de sua área e ainda estaria em tratamento.

Laudo dos Bombeiros exige mudança do portão e até derrubada de muro

MAS OS
problemas não se resumem a isso. No laudo do Corpo de Bombeiros, por exemplo, que só foi entregue ao Funorte nessa segunda-feira (6), ao final da tarde, Bonga explicou que o clube foi advertido a executar uma série de modificações na infraestrutura do José Maria Melo: instalação de hidrantes e de luzes especiais nas saídas de emergência, colocação de extintores em locais estratégicos, substituição do portão de acesso pela rua Santa Mônica e a retirada do muro interno próximo à entrada principal.

Aluguel do campo do Mamoré custará R$ 10 mil

LEVAR O
jogo para Patos de Minas vai dificultar as coisas para o Funorte em vários sentidos, a começar pelas despesas com transporte, alimentação, hospedagem e aluguel do estádio Bernardo Rubinger de Queiroz.

EM CONVERSA com a VENETA, nesta terça à tarde, o presidente do Mamoré, Beto Ribeiro, adiantou que o valor para a cessão do campo é de R$ 10 mil, que devem ser pagos antes mesmo do jogo acontecer sob risco de multa de valor duas vezes superior (R$ 20 mil).

“RECEBI UMA solicitação do Funorte ainda na sexta-feira [3 de fevereiro] e imediatamente expliquei as condições impostas pela diretoria do Mamoré para o aluguel do estádio”, disse Beto, ao explicar que a cobrança é uma decisão conjunta dos dirigentes do clube “até mesmo para gerar receita com o seu patrimônio”, cuja manutenção “é bastante onerosa”.

ELE GARANTE que o Mamoré possui hoje o melhor campo do interior. Recentemente, o local passou por reformas nos vestiários, que receberam gramado sintético para aquecimento dos atletas.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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