Entrevista - Jorge Schmidt faz balanço da campanha até agora

O INÍCIO de campanha do BMG/Montes Claros na Superliga Nacional 2011/2012 passou longe da regularidade, ainda mais se forem analisados os últimos três resultados, quando perdeu para Cimed, Minas e Vôlei Futuro, todos por 3 a 0.

A TABELA de jogos parou para as festas de Natal e fim de ano e só será retomada no dia seis de janeiro, mas os trabalhos recomeçam antes. Serão pelo menos 11 treinos na agenda dos jogadores e comissão técnica do Esquilão após o recesso de Natal.

O GRUPO volta à quadra no dia 28 (quarta) iniciando a preparação para mais um clássico mineiro da Superliga 2011/2012, contra o Sada/Cruzeiro, em Contagem. Nos confrontos do Mineiro, os celestes venceram duas vezes. Há 15 dias no comando do time, o técnico Jorge Schmidt conversou com o JN ao final da partida de quinta-feira, quando o seu time perdeu para o Vôlei Futuro. Na sua avaliação, “o time precisa se concentrar mais”.

Três derrotas seguidas, todas por 3|0. Isso assusta?
JORGE SCHMIDT – “No esporte de alto rendimento, a regularidade é determinante. Nossa maior dificuldade até esse momento foi manter o rendimento médio. É claro que os placares de cada uma dessas três derrotas impressionam, mas fizemos bons sets: os dois últimos contra o Cimed e o primeiro diante do Vôlei Futuro foram parelhos e decididos nos detalhes”.

Nesses cinco primeiros jogos, diante dos contratempos e das características dos adversários, você mudou o time em todas as posições. Fez todas as variações possíveis. Após o recesso, o time começa do zero?
JS – “De maneira alguma. Temos pontos positivos e já temos uma base definida. Precisamos é treinar mais. Uma coisa é clara: meu time tem que ser mais disciplinado taticamente”.

Qual seria um desses pontos negativos?
JS – “O saque, que tem um peso muito forte dentro de um jogo, ainda não entrou como deveria”.

Cinco pontos em cinco jogos. De maneira alguma, essa seria sua projeção para a primeira parte da Superliga.
JS – “Pode até parecer desculpa, mas a tabela não nos ajudou. Enfrentamos times mais encorpados que o nosso e ainda temos logo em seguida o Cruzeiro e o Sesi. Portanto, as derrotas até agora podem ser vistas como naturais, mas eu esperava ter vencido alguns sets nestes jogos contra o Cimed, Minas e Vôlei Futuro. Seria muito importante para o processo de afirmação do time”.

Como o time não ganhou set algum nessas derrotas, a obrigação daqui para frente será de vencer os confrontos diretos contra os times mais parecidos ao Montes Claros. É isso mesmo?
JS – “A gente tem que ser realista e o nosso momento não é de brigar pela liderança ou invencibilidade contra todo mundo. Vamos precisar, a todo custo, vencer os times que têm o mesmo perfil que o nosso: Londrina. São Bernardo, Juiz de Fora e Volta Redonda”.

A bola da vez é o Cruzeiro. Como arrumar o time até lá?
JS – “A gente retoma os trabalhos no dia 28, de manhã. Serão pelo menos 11 treinos até o jogo. Na situação em que a gente se encontra, o que nos resta é trabalhar e trabalhar mais. A garotada [os atletas] tem qualidade e vontade. Precisa é se concentrar mais”.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

1 comentários:

ACKILLES JUNIOR OLIVEIRA disse...

“A gente tem que ser realista e o nosso momento não é de brigar pela liderança ou invencibilidade contra todo mundo. Vamos precisar, a todo custo, vencer os times que têm o mesmo perfil que o nosso: Londrina. São Bernardo, Juiz de Fora e Volta Redonda”.
já deu pra entender a realidade da nossa equipe, com certeza...