Entrevista: "agora sou mais um na torcida pelo Montes Claros"

NA QUINTA-feira, antes e depois da gravação do programa Momento Esportivo, com Rubem Ribeiro, no Canal 20, O ex-técnico Manu Arnaut conversou com a Veneta e pontuou alguns detalhes de sua saída. Confira:

VENETA – Você deixa um grupo unido?
MANU – “Os caras estão treinando muito, pra valer. Muitos deles tentam se superar porque vêm de contusões ou de situações desfavoráveis em outros clubes. Querem conquistar algo e aposto em bons resultados. Nunca haverá um grupo homogêneo, mas quando se tem compromisso com a causa, as conquistas aparecem”.

VENETA – Como fica a sua relação com a cidade?
MANU – “Gostei muito daqui. As pessoas sempre hospitaleiras. Sabia do grau de responsabilidade porque o vôlei em Montes Claros tornou-se uma paixão. Agora, sou mais um torcedor, mas penso em outros trabalhos na cidade. Tenho uma proposta de parceria com o Jomar [Almeida, fisioterapeuta do time] para ter uma clínica de reabilitação, que associe o tratamento com academia”.

VENETA – Você teve problemas com c
ontusões, jogadores com preparo físico diferenciado e outros com dificuldade de adaptação: em que aspecto o que aconteceu nos jogos teve interferência em sua decisão de sair do time?
MANU – “O trabalho começou com um grupo renovado, praticamente do zero. A adaptação aos estilos era algo que a gente teria de superar e ninguém esperava só vitórias. Considero como de satisfatório a bom o que o time rendeu até agora. Não saio pelos resultados”.

VENETA – O desentendimento com o Rafinha, em um treino da semana passada, que se tornou público, é a causa de sua saída?
MANU – “É difícil você nominar as causas, mas contra fatos não há argumentos. Foi mais um aspecto que pesou na minha decisão por causa do histórico de situações envolvendo o mesmo atleta, que por sinal é muito bom, acima da média e que será decisivo dentro de quadra; podem apostar. Mas a quebra de comando é inaceitável. Saio por uma soma de fatores dessa natureza”.

VENETA – Mas logo na primeira crise?
MANU – “Não aconteceu som
ente uma vez. Preferi escolher um caminho que preservasse o grupo, até porque o trabalho está no início. Não há como mudar o foco a todo o momento. A Superliga está à porta, além de uma semifinal de Mineiro”.

VENETA – Ainda na terça-feira, sua empresária disse ao JN que você estava de saída, mesmo antes de qualquer anúncio oficial. De lá pra cá, você ficou meio que incomunicável pelo telefone e internet, por quê?
MANU – “É uma questão de ordem pessoal. A começar pela diretoria que me deu uma oportunidade de ouro, por mais que o relacionamento seja bom com todos, não seria legal envolver mais alguém na questão que parece ter ficado pessoal. Se afastar, às vezes, é uma maneira de proteger as pessoas”.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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