Esquilão se vinga: 3 a 1 no Minas

EM JOGO QUENTE que reeditou quartas da Superliga, time vence o rival de virada e mantém liderança geral

O BMG/Montes Claros se manteve como líder isolado do Campeonato Mineiro (100%) com a vitória em seu primeiro clássico oficial da temporada. Venceu o rival Vivo/Minas por 3 sets a um, de virada, diante de pouco mais de 1,5 mil pessoas, sexta à noite, no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves. O time pôde se vingar da eliminação nas quartas-de-final da Superliga passada. No histórico geral, o MOC abriu uma vantagem de 10 vitórias em relação ao Minas (10 a 6). O ponteiro Reffatti foi o maior pontuador com 20 acertos. Embora tenha mostrado melhor rendimento nas jogadas próximas à rede, o Esquilão voltou a falhar: o bloqueio conseguiu apenas oito pontos; outros cinco fora de saque. (foto: Rubem Ribeiro)

COMO MANDA a tradição entre os rivais, o jogo foi equilibrado do início ao fim, além das provocações entre atletas e a crítica dos dois lados pela atua
ção da arbitragem. De fato, os atletas tiveram razão para isso. Em lances parecidos em que a bola bate na fita da rede e vai para fora, o juiz central inverteu a marcação alegando toque no bloqueio - o que não existiu.

OLHA COMO FOI

NO PRIMEIRO set, o Montes Claros soube aproveitar os contra-ataques e as bolas de segunda, com o levantador Rívoli, mas errou nos passes curtos e esbarrou na
marcação que o Minas fez na rede. O time esteve atrás do placar nos dois tempos técnicos (7x8 e 15x16) e mesmo com os problemas de recepção e passe do adversário, que soube compensar com as bolas rápidas e o bom saque de Henrique (que seria mais tarde o vilão da noite), o Esquilão acabou derrotado por 25 a 23. (fotos: Havar Comunicação)

NO SET seguinte, os visitantes que tiveram o líbero Polaco como desfalque de última hora por problemas estomacais (precisou ser atendido na ambulância do ginásio) abriram quatro a zero, mas o Montes Claros foi buscar o placar ainda no primeiro tempo técnico (6x8). Os erros do Minas facilitaram, mas mérito maior pelo poder de recuperação na recepção e passe - algumas bolas eram c
onsideradas perdidas. O saque do levantador Rívoli foi outra vantagem que o Esquilão teve. Fez um ace e depois bagunçou a recepção do Minas. No segundo tempo técnico, o time de Manu já vencia por 16x15.

NO ENTANTO, mesmo que a intenção tenha sido das melhores de variar as jogadas na rede com a entrada do argentino Pereyra e do levantador Rafinha, o técnico do M
ontes Claros viu o Minas retomar a ponta do placar no final do set. O bloqueio não funcionava e com erros de saque do rival e dois bons ataques, o Minas abriu dois pontos. Mas um saque e um contra-ataque bem encaixados recolocaram os anfitriões no jogo e em um bloqueio do central Alberto o time empatou o jogo com a vitória de 27x25 neste set.

REPETECO

NO TERCEIRO set, a situação se inverteu. Foi o Montes Claros quem abriu a vantagem de quatro pontos (4x0), aproveitando-se da catimba do levantador Marcelinho, que foi amarelado após reclamar com o árbitro. No primeiro tempo técnico, a vantagem caiu para dois pontos (8x6), mas foi ampliada na parada seguinte (16x12) muito graças ao oposto Tuba que fez o chamado hat-trick no saque. Três aces.

O MOMENTO foi coroado em um "rallie" em que a bola esteve três vezes de cada lado antes de cair. Uma recuperação sensacional de Rívoli, com o pé iniciou a armação da jogada que culminou com o ponto de Tuba. O contra-ataque de Pereyra em cima de um bloqueio triplo fechou o set a favor do Montes Claros: 25x19.

DERRADEIRO

PARA OS donos da casa, era o set derradeiro e para o Minas a chance de empatar e levar a decisão para o tie-break. O bom momento foi mantido a favor do Montes Claros no primeiro tempo técnico: 8x5. Logo em seguida, a maior polêmica da partida após o árbitro marcar um ponto do Montes Claros em uma bola que foi para fora e não tocou em ninguém. Revoltados, praticamente todos os atletas do Minas reclamaram dos árbitros e fiscais. Bruno e Anderson foram amarelados e o Montes Claros ganhou dois pontos sem fazer força. A partida ficou parada por cinco minutos.

AINDA SIM, o Minas conseguiu a virada no tempo técnico seguinte (14x16). Só que, com dois erros de ataque do rival, o Montes Claros voltou a empatar. O técnico Manu pediu tempo e, ao que parece, era para melhorar a marcação na rede. Aí, o que tinha sido escasso nos dois primeiros sets, com apenas dois pontos em 48 anotados, foi eficiente na reta final do jogo. Alberto, Reffati e Tuba encaixaram três bloqueios seguidos e o time fechou o set em 25/22.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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