Borges justifica bronca e time leva até bicho como recompensa

O TÉCNICO Hílio Borges não terá problema algum para escalar o time em Juiz de Fora. Deverá repetir a formação que venceu a Raposa, com apenas uma mudança: Barbosa, livre da suspensão pelo terceiro cartão amarelo, no lugar de Miranda, que o substituiu na quarta-feira.

SOBRE A vitória o comandante afirmou que o seu time teve personalidade e soube superar o nervosismo de enfrentar um adversário mais tradicional. “O time recuava por vontade própria e não foi o que eu pedi”, completou Borges, ao justificar a sua gritaria com os jogadores no vestiário durante o intervalo.

COM AS vitórias seguidas sobre Cruzeiro e Atlético em menos de uma semana, o treinador garante que o seu time reforçou o pensamento em brigar pelo título direto. “A tabela fala por si: somos líderes e não vencemos os dois mais fortes times de Minas por acaso. No entanto, todos que estão no hexagonal são fortes. Teremos uma pedreira a cada rodada e agora é pensar como podemos buscar pontos diante do Tupi”.

SE BORGES usa o discurso para consertar os erros e motivar o seu time, a diretoria busca outros incentivos ao resgatar a prática do chamado “bicho”. Parte da renda do jogo de anteontem – em torno de R$ 3,2 mil – foi rateada entre os atletas e comissão técnica. Até mesmo quem não encontrou em campo e nem foi relacionado para o jogo recebeu a premiação. “São todos uns heróis”, resumiu o supervisor das categorias de base, Jeibson Moura. A VENETA pôde constatar junto aos atletas que ainda há salários atrasados.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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