Entrevista: análise técnica e de mercado

A ASSESSORIA DE imprensa divulgou no site do clube uma entrevista como seu novo comandante. Nas entrelinhas, Manu deixa claro que tem um estilo mais firme, com cobranças permanentes. “Respeito e comprometimento sempre”.

QUANDO FECHOU o contrato, ele procurou a estudar o time com informações detalhadas de cada jogador, mesmo aqueles já trabalharam com ele. Algumas das perguntas a seguir:

COMO VOCÊ encara a oportunidade de ser o técnico do BMG/Montes Claros?
MANU - “MUITO boa. Esta é uma equipe relativamente nova que, desde o primeiro momento, criou uma identificação grande com a cidade e que tem em seus jogos regulares um público de final. Essa presença e acompanhamento permanente nos obrigam a manter o foco todo o tempo”.

QUAL SUA avaliação do momento atual do voleibol brasileiro, especialmente o masculino?
MANU - ”Técnica e taticamente, o melhor da história, favorito (nos dois naipes) em todas as competições internacionais, consistente nos resultados e com um padrão de jogo que é referência internacional; principais ídolos jogando no Brasil, cativando a cada dia mais o público e sendo espelho para os novos atletas. Mas economicamente é preocupante. Assusta que, mesmo com a organização dos principais eventos mundiais nos próximos anos, não tenhamos leis de incentivos mais justas e acessíveis; que várias equipes tenham dificuldade ou incerteza no planejamento a médio e longo prazo, ficando impossível colocar um "ano de trabalho em cima do outro". Existe a sensa
ção de que estão sempre começando do zero”.

JÁ TEVE tempo para avaliar o elenco já contratado para defender o Montes Claros? Qual sua opinião?
MANU – “O elenco vem sofrendo mudanças grandes desde o primeiro ano, o que ainda não nos permitiu ter um "esqueleto" no qual se encaixe uma ou outra peça. A qualidade dos atletas contratados é grande, acostumados a vencer e à rotina dura de trabalhos. Mas não adianta ter só os melhores jogadores e sim os que, juntos, jogam melhor. É daí que precisamos tirar a força do grupo. Conheço parte do grupo, trabalhei com cinco dos jogadores que teremos à disposição nessa temporada, e sei, assim como eles, que podemos fazer uma boa temporada. A média de idade do time, próxima aos 27 anos, nos traz uma boa experiência e um bom momento físico somado a uma boa média de altura, 1,97. Temos por característica um time de jogadores mais habilidosos e o trabalho de força, somado ao encaixe do time, vai ser fundamental”.

QUAIS SÃO AS principais virtudes que um jogador precisa ter para fazer parte da sua equipe?
MANU - “GOSTAR do que faz e querer melhorar sempre. Ter claro que ele faz parte de uma elite da qual se cobra o alto rendimento e que precisa se preparar com esse nível de dedicação, física e intelectual. Ter maturidade para entender que não tem que ter satisfação imediata. Precisa abrir mão do que é confortável hoje, para ganhar a médio e longo prazo e assim ser capaz de se esforçar ao máximo durante o maior tempo, não só para executar com eficiência, mas principalmente com inteligência”.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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