Fato - e o porquê dele -: Montes Claros de fora do JIMI e do JEMG

LASTIMÁVEL, EM todos os sentidos, a ausência da cidade no JIMI e no JEMG em 2011, fato inédito na história do esporte local em 26 anos. Há um mês, adiantávamos tal risco pelas páginas do Jornal de Notícias. O prejuízo é universal, a começar pela decepção dos atletas amadores e seus respectivos técnicos, que cumpriram até então rigorosa agenda de treinos a cada semana na expectativa de chegar à disputa.

O FATO antecipávamos ainda na edição matutina do mesmo JN da quarta-feira passada, com a informação sobre a falta de um representante da cidade na reunião técnica da fase microrregional Norte A, em São Francisco, realizada na tarde daquele mesmo mesmo dia. A medida era determinante para não participação de um
município conforme o artigo 52 do regulamento geral.

PRÉVIA

MAS ANTES MESMO daquela semana, a notícia sobre a decisão do município em não assumir vaga na mais importante disputa do Interior já havia sido divulgada pela VENETA no dia 4 de março, após a reunião entre os técnicos das modalidades coletivas e a coordenação do JIMI, no MCTC.

NAQUELA OPORTUNIDADE, a Prefeitura evidenciou a possibilidade de corte da verba de custeio para as equipes de Montes Claros disputarem as três fases dos Jogos. O valor variava entre R$ 40 mil e R$ 50 mil. Ironia ou não, em 2010, Montes Claros foi a sede da fase final do JIMI.

FATO

O JIMI É A única competição que esses atletas amadores têm realmente ao longo do ano além das “divisas” dos Montes Claros. Até porque há várias temporadas que a cidade não disputa em massa os campeonatos federados. Uma ou outra equipe – mais por vontade de seus técnicos e jogadores e pelo reconhecimento e boa vontade de um patrocinador isolado – se arriscam a assumir as taxas e bancar as despesas em busca de uma projeção, mesmo que efêmera.

MAIOR

PARA O MUNICÍPIO, que arcaria com as despesas de inscrição e de logística na manutenção de suas delegações nas devidas sedes, o ônus é maior, porque deixa pela metade todo o lado prático de uma nova política pública de esportes e lazer
, bastante evidente nos últimos dois anos com a retomada da secretaria de mesmo nome e a realização de provas regionais, nacionais e até internacionais.

TENTATIVA

AINDA NA última sexta-feira, a Prefeitura tentou reverter a situação e procurou a coordenação do JIMI para entrar na disputa mesmo depois de não ter participado da reunião técnica de São Francisco. Talvez apostando no respaldo que teve por ter sido a sede final de 2010 (foto ao lado), mas foi em vão. Regras e prazos foram respeitados. O município prometeu à coluna abordar o assunto ainda nesta semana.

E SOBRE O JEMG

PARA ENCERRAR temporariamente esse assunto, até porque “a manga renderá mais pano” em outros momentos, a ausência no JEMG até mesmo em sua fase municipal, na qual as viagens são dispensáveis, parece ser uma ponta de iceberg. A Associação dos Árbitros do Norte de Minas garante que o restante da taxa referente à edição de 2009 (R$ 7.257) e o valor integral de 2010 (R$ 8.456) estão em aberto. Mesmo que a edição deste ano fosse oficializada, não haveria quem apitasse os jogos por causa dos débitos.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

3 comentários:

Anônimo disse...

"A PREFEITURA DAS MIL MARAVILHAS!" MONTES CLAROS PIOR A CADA DIA!
SOU ATLETA E ESTOU TRISTE COM ESSA DECISÃO!

Anônimo disse...

PACIÊNCIA!

Santaum disse...

Mas pro time de vôlei a prefeitura tem verba.