A emoção pesa na hora do descenso

TÉCNICO, DIRIGENTE e atacante não escondem lágrimas e ainda buscam argumentos pela derrocada

COMO NÃO
poderia deixar de ser, do lado tricolor o lamento foi geral ao ponto de muitos não conterem as lágrimas ali mesmo no gramado, na frente de torcedores, adversários e da imprensa. O técnico Luiz Eduardo Lima não escondeu o choro, assim como o auxiliar técnico Maurélio Miranda e o supervisor Cristiano Dias Júnior, que preferiram ficar sentados no banco de reservas, calados, mesmo com o estádio já às escuras.

“DEPOIS DO que a gente fez no primeiro tempo, jamais esperaria uma virada como aconteceu. Sinceramente não sei explicar uma causa para esta tragédia, mas vai demorar esquecer isso tudo”, resumiu o treinador, que confessou à VENETA ter ficado a semana inteira da véspera praticamente sem dormir por causa da tensão nesta reta final.

“PELO QUE foi trabalhado e conversado durante a semana, estava mais confiante no resultado ao nosso favor do que na derrota do Ipatinga. Aconteceu justamente o contrário”, observou o técnico tricolor.

O ATACANTE Dandão, autor dos dois gols que davam a impressão de que o FEC se salvaria do rebaixamento, era entre os jogadores o retrato fiel da desolação.

COM OS OLHOS marejados e a voz embargada, o experiente atacante de 38 anos lamentou a sucessão de erros ao longo de todo o campeonato e viu o segundo tempo desse jogo como o retrato de toda a campanha. “Mais do que vontade, faltou vergonha na cara para deixar uma situação dessas acontecer dentro de casa”.

O ATACANTE FOI mais além e se diz muito envergonhado, até porque é um dos poucos do elenco com fortes ligações com a cidade. Dandão é carioca, mas se casou em Montes Claros, onde também nasceram seus filhos e residem os familiares de sua esposa. “Quase o time inteiro vai embora amanhã (hoje) ou depois. Quem fica aí para dar a cara para bater sou eu, né?”, desabafou.

SEU COMPANHEIRO de ataque Ualisson Mineiro partiu para um discurso parecido ao lamentar que a concentração que o time teve no primeiro tempo, ao sair para os vestiários em vantagem, tenha mudado de lado na etapa final. Com contrato em vigor até dezembro, deve ser emprestado pelo clube para a disputa da Série B ou C do Campeonato Brasileiro, até mesmo como forma de conseguir algum dinheiro e amenizar os prejuízos vindos com a pífia campanha na efêmera participação do Funorte na Elite. Foto: Rubem Ribeiro
Compartilhar no Google Plus

Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

1 comentários:

Anônimo disse...

O Funorte subiu no tapetão... sem meritos proprios... desde o inicio do Mineiro já estava escrito que iria cair para a segundona de novo... Espero que a diretoria trate o time de futebol como uma equipe profissional e não eleitoreira...