Rodriguinho: o Minas tem um time parecido ao nosso


UM DOS três jogadores que vive a segunda temporada em Montes Claros, o levantador Rodriguinho é também o capitão do time. Aos 30 anos e prestes a se tornar pai pela primeira vez, entra confiante nos play-offs depois de um desgaste acima do normal na reta final da fase de classificação da Superliga, em especial nas vitórias sobre o Cruzeiro, Sesi e o Pinheiros. O time precisava a qualquer custo se manter na quarta colocação geral, justamente para manter a vantagem de mando de quadra que estará aplicando para cima do Minas já nesta segunda-feira.

DIFÍCIL FALAR em jogo perfeito, mas na sua análise qual foi a partida de melhor rendimento do Montes Claros até agora?

RODRIGUINHO – “Difícil apontar uma só, até porque o time se superou por diversas vezes e reagiu quando foi preciso, mas contra o Londrina, lá na casa deles, a gente jogou demais. Foi um três a zero rápido e rasteiro porque a gente acertou a mão em praticamente Tudo; saque, bloqueio, ataque, passe, defesa, recepção...”

VOCÊ FALA sobre superação em determinados jogos. Quais foram eles?

RODRIGUINHO
– “Contra o Cruzeiro por exemplo. Fizemos um jogo muito bom contra o Vôlei Futuro, em casa, mas três dias depois erramos muito e o Campinas veio aqui e nos venceu. Logo após fomos a Belo Horizonte e perdemos para o Minas por três a zero. O Cruzeiro
viria logo em seguida, em Itabira, o que não é fácil para qualquer time o simples fato de jogar lá. Além da ameaça em perder a quarta posição, havia a pressão psicológica e autocobrança porque sabíamos de nossas qualidades. Aí veio a superação, porque jogamos muito para vencer por três a zero”.

HÁ TRÊS RODADAS, tudo se desenhava para um confronto contra o Minas. Vocês venceram em Montes Claros e eles em Belo Horizonte. O momento agora é completamente outro.

RODRIGUINHO
– “Não seria exagero dizer que agora, com os play-offs, começa um novo campeonato. Vitórias ou derrotas até então ficaram na outra fase. O Minas tem um time parecido com o nosso, porque aposta muito na força de conjunto. Não foi um jogador específico que foi determinante na campanha deles. Há equilíbrio de rendimento entre os seus jogadores e, por isso, a nossa atenção será até mesmo com quem estiver fora de quadra (risos)”.

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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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