Estava no ginásio, não viu, torceu e lamentou derrota

DIFÍCIL ACREDITAR, mas teve gente que foi ao Ginásio Poliesportivo, permaneceu por lá durante todo o tempo e não viu um lance sequer da partida, literalmente. É possível? Quando se trabalha de vigilante, daqueles que ficam de frente para as arquibancadas e de costas para a quadra, isso é absolutamente comum.

JOSÉ CARLOS Cardoso foi um dos personagens nessa situação na última segunda, na derrota do BMG/Montes Claros para o Vivo/Minas. A sua visão era apenas do setor de cadeiras verdes da platéia e teve que se contentar em saber do que acontecia dentro de quadra apenas pelo semblante das pessoas. Mesmo assim, ficou sentido pela derrota.

DO QUADRO fixo de uma empresa de segurança, ele trabalhava pela primeira vez em um jogo de vôlei, justamente em um momento decisivo. Indagado pela VENETA como conseguia controlar a vontade para saber detalhes da partida, a resposta estava na ponta da língua. “Fico olhando para a reação das pessoas: os olhares, gritos, até xingamentos. Com isso, a gente acaba sabendo o que aconteceu com o time do Montes Claros”, disse.

ELE ENTENDE que a ansiedade da torcida acabou contagiando-o de alguma forma. “Mesmo que o comportamento da torcida dê alguma dica sobre o jogo, a gente fica curioso sobre quem está ganhando”, observou. Assim, ele confessou que uma vez ou outra dava uma espiada no placar eletrônico. “É o jeito, né?”.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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