E deu Minas...

O BMG/MONTES CLAROS bem que tentou, deu trabalho o jogo inteiro, reagiu ao longo dos sets, mas acabou eliminado no tie-break

ADIADO O SONHO
da conquista do título naciona
l para o BMG/Montes Claros/Funadem. O time foi derrotado nesse final de noite pelo Vivo/Minas, por 3 a 2, em 2 horas e 23 minutos, no segundo jogo da primeira série dos play-offs da Superliga 2010/2011. As parciais foram de 30/32, 26/24, 20/25, 25/22 e 12/15. O resultado elimina o Esquilão, que já havia sido derrotado em casa por 3 a 1, na segunda-feira. O time da Capital, por sua vez, avança às semifinais, na qual enfrentará o Sesi/SP.

AO FINAL do jogo, antes mesmo dos cumprimentos entre os t
imes, o lamento entre os jogadores e a comissão técnica foi geral, até mesmo pela esperança que o bom desempenho na Arena JK dava a todos de que o terceiro jogo em casa, sábado, estava perto de acontecer. O ponteiro Bruno Zanuto não se conteve ao choro e foi consolado até por alguns amigos do outro time.

APÓS SETE sete horas de viagem, a pequena torcida do Montes Claros presente ao ginásio da Rua da Bahia, reforçada pelos montes-clarenses que moram por lá, aplaudiu o time pelo esforço. A maior parte, no entanto, ficou na cidade acompanhando a transmissão pela TV (SporTV), internet e pelo rádio (Terra AM). Alguns bares concentraram um número considerável de torcedores.


COMO DIZEM OS especialistas, o duelo entre o 4º e o 5º colocado de uma fase de classificação tem todos os indícios de grande equilíbrio. E assim foi esse segundo jogo entre BMG/Montes Claros e Vivo/Minas, não apenas pelo tie-break propriamente dito, mas principalmente pela igualdade de rendimento em praticamente todos os fundamentos. Mas o set decisivo, a vantagem de 3 pontos que o Minas conseguiu foi determinante. Foi administrada até o final.

NOS BLOQUEIOS (Zanuto e Salsa na foto ao lado), por exemplo, a grande vantagem que o time de BH teve na partida em Montes Claros, ficou bastante reduzida pelo que aprontou o Pequi Atômico em sua rede. Um dos fatores que contribuíram com isso foi o rodízio efetuado pelo técnico Talmo de Oliveira.

ALIÁS, em todas as funções: Leandrão e Alemão como opostos e Denisson, a grata surpresa da noite como atacante e na recepção, como ponteiro, na vaga de Manius. Só não contavam com a inspiração de Henrique na rede, em especial no tie-break, com 3 pontos seguidos. Os erros de arbitragem também foram decisivos, com a inversão de pontos quando a bola do time do Norte de Minas era boa. fotos - Alexandre Arruda/CBV
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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