Funorte sem torcida contra a Caldense

LAUDO DO CREA não chega a tempo e estádio José M. Melo tem capacidade vetada pelo MP; torcedores não terão acesso às arquibancadas para partida tratada como "final" por causa da ameaça de rebaixamento a ambos

COM VETO COMPLETO
do estádio José Maria Melo, pela falta de um laudo atualizado pelo CREA/MG, o Funorte não terá a torcida próxima ao time no jogo deste sábado, às 16 horas, contra a Caldense, pela quinta rodada do Campeonato Mineiro. A decisão que impede a presença de público nas arquibancadas do campo do Cassimiro foi expedida pelo promotor de Defesa do Consumidor em BH, Edson Antenor Lima Paula, ao final da tarde de quinta-feira (24), e homologada na mesma data pela FMF.


QUEM COMPROU o ingresso antecipadamente poderá ser ressarcido ou, se preferir, guardar o bilhete para trocá-lo pela entrada para o jogo contra o Tupi, pela oitava rodada, no dia 26 de março, em Montes Claros. Antes, o FEC terá dois compromissos fora, contra o América-TO e Cruzeiro.

RISCO ANTECIPADO

O RISCO DE O Tricolor jogar sem torcedores havia sido noticiado pela VENETA ontem. No início deste mês, o próprio Ministério Público interditou metade da capacidade do estádio com base no relatório do CREA/MG, pois não aprovou o primeiro laudo de vistoria dos engenheiros.

O CLUBE TEVE duas semanas para providenciar um novo documento, o que foi feito dentro do prazo. Aconteceu que um dos itens do laudo teve que ser reparado em cima da hora. O Funorte precisou fazer mais uma perícia no local e, na quinta-feira, enviou o laudo final para o CREA/MG, que deveria validá-lo e, logo em seguida, comunicar à FMF e ao MP sobre a liberação do estádio. Para azar do clube, o sedex enviado para a Capital Mineira não chegou dentro do prazo.

INDAGADO SOBRE a possibilidade de um pedido de liminar para que pelo menos metade da capacidade de público seja respeitada para esta partida diante da Caldense, o superintendente do Funorte, Cristiano Dias Júnior, descartou, pois deveria acontecer ainda na sexta-feira, e na justiça de Belo Horizonte. No entanto, lamentou de todas as maneiras o ocorrido. “O Funorte respeitou todos os prazos e providenciou tudo o que foi pedido. Inclusive contratamos um perito treinado pelo próprio CREA para a expedição do documento final, atendendo até o item que deveria ser reparado”, explicou.

MOMENTO CRÍTICO

ELE DIMENSIONOU o prejuízo não apenas pela falta de uma renda que ajudaria a pagar as taxas da FMF com arbitragem e efetivo, mas, principalmente, pelo apoio que o time perde em um momento delicado. É o vice-lanterna do Campeonato Mineiro com apenas um ponto e a Caldense é vista como uma candidata direta na luta contra o rebaixamento.

O TÉCNICO Wágner Oliveira entende da mesma maneira. “Uma das vantagens de jogar em casa está justamente no apoio que você recebe da torcida”, disse a uma emissora de TV. Somente imprensa e apoio dos clubes terão acesso ao estádio, assim como policiais.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

1 comentários:

Anônimo disse...

Tudo que sobe errado, desce certo...