E sobre o gramado do JMM...

O ASSUNTO FUNORTE no Campeonato Mineiro da 1ª Divisão começa pelo gramado do Estádio José Maria Melo, que vem sendo reformado há poucom mais de uma semana. A parte de alvenaria, a mais onerosa do projeto total de cerca de R$ 480 mil, ainda não começou a ser trabalhada, já que o projeto de ajuda de custo que vai liberar recursos do município para isso ainda não foi votado.

E SOBRE O GRAMADO, conversei com Luciano Camilo dos Santos (abaixo), da HS Gramados, o encarregado de conduzir os trabalhos de reforma sob a orientação do engenheiro agrônomo Haroldo Sampaio. O trabalho feito até a tarde de sexta-feira revelava a troca de 300 metros quadrados de grama, pouco mais de 30% da área total do campo. As duas áreas e o centro do campo após ficarem livres da grama velha, receberam placas da grama esmeralda.

AS TÉCNICAS SÃO as parecidas às aplicadas no gramado do Estádio Epaminondas Mendes Brito, o Ipatingão, no início deste ano. No JMM, as partes do gramado original que foram mantidas também estão sendo tratadas, com a retirada do excesso de terra preta e a aplicação de camadas de areia lavada, que é mais porosa e facilita o escoamento da água - e acelera o brotamento da nova grama.

QUATRO CARRETAS DE areia já foram aplicadas ali e outros dois caminhões de terra retirados de cada uma das áreas. Quanto ao adubo, o campo receberá 800 quilos. As podas vão acontecer sempre que necessário e uma máquina própria vai trabalhar na colheita da palha para não criar condições propícias ao aparecimento de fungos. O clima local, com a forte incidência do sol, ajuda a combater o excesso de umidade.

AINDA NA SEMANA passada, a área total do campo foi percorrida por uma máquina ‘abre-sulcos’. Cada um desses pequenos buracos terá dupla função: escoamento da água e da areia. As laterais do campo, que apresentavam um piso duro pelo excesso de cal foram “raspadas’ para nivelamento.

O PROBLEMA CONTINUA sendo a falta de um sistema de drenagem eficiente. Na quarta-feira, o nível da água com a chuva de 86,2 milímetros em apenas um dia atingiu um metro no trecho entre o campo e os vestiários. Mas, mesmo assim, a chuva, que foi sucedida pelo sol do dia seguinte, foi benéfica para o processo de adaptação da nova grama e fortalecimento da antiga.

O PERÍODO CHUVOSO, somado ao pouco tempo de trabalho até a estreia do time, fez as partes envolvidas optarem pelo paliativo em substituir o gramado nos pontos críticos ao invés de arrancá-lo por inteiro.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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