"Prata-da-casa" Rednílson: "Ganhar o JIMI em casa é mais do que especial"

A ESTREIA NO JIMI como jogador do time de vôlei de Montes Claros foi em 1984 e, nove anos depois, veio o primeiro título geral, na cidade de Poços de Caldas, no Sul do Estado. De lá para cá, são 26 edições ininterruptas dos Jogos e, agora, a conquista de sua segunda medalha de ouro com o melhor time de vôlei do interior de Minas.

O PONTEIRO Rednilson foi um dos três atletas da casa convocados junto ao MCTC para compor o grupo do BMG/Montes Claros na disputa dos Jogos, ao lado do levantador Aldeir (na foto, ao lado de Red) e do oposto Rafa.

ESCALADO PELO
técnico Talmo de Oliveira na maioria dos cinco jogos realizados, inclusive na final. Mesmo na condição de veterano, deu conta do recado. Ao final, foi para as poses com a família e amigos depois da conquista do ouro. "Ganhar em casa é mais do que especial", disse, ao começar a conversa com o JN.



VENETA – Qual a sensação de vencer o JIMI em casa e ao lado de um grupo profissional?
RED
– "Considero como uma gratidão ter sido convocado pelo Sebastião [Santos, o Tião Ray, coordenador da delegação de Montes Claros], assim como o Aldeir, para fazer parte da equipe profissional e mostrar essa força que Montes Claros tem no vôlei. Somos campeões".

VENETA – São quantos JIMIs no currículo?
RED
– "São 26. Em cada um deles, joguei pelo menos um ou duas etapas. Chegamos várias vezes na fase final".

VENETA – Você estava começando quando conquistou o título geral pela primeira vez no JIMI?
RED
– "Isso. Já tinha sete anos que disputava o JIMI quando o vôlei de Montes Claros foi campeão pela primeira vez em uma fase final, lá em Lavras, em 1993 [N. do R.: na verdade, a conquista foi em Poços de Caldas, numa final de virada sobre Juiz de Fora, por 3 x 2]. O técnico era Janílson [Miranda] e o grupo tinha Johnson, André Negão, Iran, Marco Guru, Gerinha, que era o levantador, e outros amigos".

VENETA – Com mais esse título dá para pensar em se despedir do JIMI ou tentar o seu tricampeonato pessoal em 2011?
RED –
"Com certeza não vou parar. Ano que vem vou jogar ainda, nem que seja a primeira ou a segunda etapas. A terceira é mais pesada, mas se o time tiver força para chegar até lá quero estar presente". (Foto: Rubem Ribeiro)
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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