A primeira análise sobre o acordo

EMBORA NÃO tenha sido diante das câmeras ou microfones, já que a imprensa sequer foi convidada para acompanhar uma reunião nitidamente inchada, a prefeitura assumiu publicamente sua parcela de contribuição ao projeto do Funorte no Campeonato Mineiro da Primeira Divisão.

DEPOIS DE TANTOS capítulos envolvendo os campos do Ateneu e do Cassimiro de Abreu, prevaleceu o bom senso – e do pouco tempo que resta para arrumar a casa até a estreia ao final de janeiro. Se é que posso dizer assim, diante do estágio menos emergencial, a ‘plástica’ será feita no estádio do bairro Todos os Santos. Ah sim: como foi “fechada”, coube o acesso ao resultado da reunião à nota oficial do município e às partes interessadas.

AO COMANDO DO FUNORTE, a pergunta: “ficou de bom tamanho?”. A resposta foi positiva diante do momento. O município vai ajudar, o clube terá uma casa compatível com o grau de exigência da Elite Mineira e terá praticamente todo o dinheiro da cota de TV para manter o elenco profissional.

O CASSIMIRO, ENTÃO, nem se fala, já que teve o seu projeto aprovado. Foram apresentados dois orçamentos para a obra do José Maria Melo. O do Funorte, mais detalhado e caprichado em números de obras, de R$ 780 mil, e o do próprio Cassimiro que a prefeitura pôs debaixo do braço e assumiu, de R$ 480 mil.

UM ADENDO: A Prefeitura vai assumir R$ 300 mil do orçamento, a começar pelo novo sistema de iluminação, que garante ser mais fácil de resolver logisticamente. O restante do valor, algo em torno de R$ 180 mil e que vai atender à instalação de um novo gramado, virá de uma emenda que o deputado Ruy Muniz, presidente de honra do FEC, garantiu com seus companheiros de bancada. O valor é dirigido ao Cassimiro como instituição de utilidade pública.

FALANDO NAS TRANSMISSÕES, amanhã, em Belo Horizonte, a rede Globo Minas vai reunir os dirigentes dos clubes para definir o pacote do Campeonato Mineiro/2011, incluindo a cota de pay-per-view (canal pago). A promessa é de reajuste, dos R$ 450 mil pagos em 2010 para R$ 560 mil em 2011. Esse caso é dos clubes do interior, no caso o Funorte.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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