Com a casa vetada, Patrocínio recebe mando do Funorte

SEGUE VETO

NÃO ADIANTOU nada espernear, embora garanta ter razão. O Funorte ficou mesmo sem o estádio José Maria Melo para seu jogo deste final de semana pela Taça Minas Gerais, contra o Mamoré, na rodada de abertura do segundo turno. Como foi comentado aqui mesmo na coluna, ontem, o campo continuou vetado pela Federação Mineira de Futebol, por determinação do Ministério Público, com base no laudo emitido pelo CREA na vistoria dos engenheiros.

OUTRA PRAÇA


SEGUNDO A FMF
, o MP teria recebido apenas o resumo dos laudos de vistorias e, na verdade, seria necessário apresentar a documentação completa, que supera a margem de 100 páginas por estádio. O FEC até que tentou a solução via CREA, providenciando o resgate deste laudo, mas sem tempo hábil para esta entrega entre anteontem e hoje, restou ao Funorte acarretar a sugestão da FMF de apresentar outra praça para mandar o seu compromisso ao invés de adiá-lo por mais de uma semana.

PATROCÍNIO


ASSIM, AINDA ontem, o Formigão indicou o estádio municipal Júlio Aguiar, em Patrocínio, para este compromisso contra o Sapo, tendo em vista ser o único em dia com os laudos. Este tem sido o mando de campo da Sociedade Esportiva Patrocinense na Segunda Divisão do Campeonato Mineiro (não confundir com o antigo Clube Atlético Patrocinense - CAP). Mas, por causa da forçosa viagem, já que Patrocínio está a exatos 480 quilômetros de Montes Claros, o clube tricolor ganhou um dia a mais na preparação para este jogo. Ao invés de jogar na tarde deste sábado, às 16 horas, no Estádio José Maria Melo, vai entrar em campo no domingo, às 10h30, em Patrocínio.

SETE LAGOAS, NÃO?

A PRIMEIRA DÚVIDA
não é sob o aspecto legal, até porque o MP deixou claro à Federação e aos seus filiados, do que se tratava e que demandava tempo. Mas sim sobre a decisão do Funorte em levar o jogo para Patrocínio, mais longe de sua casa e bem mais próximo de Patos de Minas (75 quilômetros), o que favorece o Mamoré pelo menor desgaste com a viagem. Absolutamente questionável, então, porque não a opção por Sete Lagoas, a 360 quilômetros de Montes Claros, que oferece a Arena do Jacaré, estádio agora público pela parceria do Democrata/SL com o Estado.

PARCERIA, DEPENDE

PRESIDENTE DE
honra do Funorte, Ruy Muniz não acha que a parceria com os grandes clubes de Minas, com a sessão de meia dúzia ou mais jogadores ao mesmo tempo, o chamado "pacotão", seja uma boa alternativa para que o Funorte tenha um time forte na sua primeira temporada na elite do Campeonato Mineiro. Disse ontem, ao acompanhar a visita do governador Anastasia, que o melhor seria buscar parcerias com dois tipos de empresários: os de jogadores, que buscam boas vitrines para seus pupilos, e os de grupos patronais, que investiriam diretamente no custeio de um jogador, cada.

NA TEMPO

NA PRÓXIMA
edição, a Revista Tempo trará uma reportagem especial sobre o acesso do Funorte. Entra no mérito de a decisão ter saído do Superior Tribunal de Justiça Desportiva da CBF, mas se preocupa mais com a repercussão na cidade, a possibilidade de empregos, visibilidade comparada à do vôlei pelo espaço que as mídias estadual e nacional oferecem, reforma de campo e (ufa!) a possibilidade da montagem de um time competitivo. Ao ser ouvido, disse que, como aconteceu com o Montes Claros, que teve os veteranos Odair e Éder Aleixo, aposto na vinda de medalhões para o Funorte ter referências. Um dos nomes que citei foi experiente Somália, hoje no Duque de Caxias.


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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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