Funorte na Taça Minas: empate sem gols e sem técnica

FOI DURO

FORTE CALOR, BAIXA
umidade, campo ruim e limitação técnica dos dois lados. A combinação desses fatores só poderia resultar em um empate sem gols como foi o segundo jogo do Funorte na Taça Minas Gerais, domingo à tarde, contra o Uberlândia, no Estádio José Maria Melo. Os quase 40º C e a concorrência com a transmissão da TV, além do orçamento apertado no final do mês, comum ao torcedor de qualquer clube, comprometeram a presença de público: menos de 300 pagantes.

VELHOS ERROS

EMBORA ESTEJA EM
outra competição e com um elenco novo, também motivado pelo bom empate fora de casa na estreia em Uberaba (2x2), na quarta-feira passada, o Funorte mostrou os velhos erros do Mineiro do Módulo II, quando não conseguiu dominar em casa. Nos primeiros 15’, o Uberlândia tentou abafar e teve duas boas chances com Yan, em jogadas aéreas, mas o goleiro Adson foi providencial. Aliás, ele se tornaria o melhor em campo com duas outras intervenções na etapa final.

LIGAÇÕES DIRETAS

MAS O TIME DO TRIÂNGULO
imaginava que não agüentaria correr o tempo todo e diminuiu o ritmo já na metade do primeiro tempo. Antes mesmo da parada técnica aos 25’ para hidratação, vários atletas do time visitante estiveram na lateral pedindo água. Mesmo assim, apenas tentando ligações diretas e com os laterais presos pela forte marcação do adversário (3-5-2), o Funorte não teve nenhuma chance clara de gol.

RESUMO DO 2º TEMPO

NO INTERVALO
, o técnico Maurélio Miranda sacou Hiroshi para a entrada de Andrade. Em duas oportunidades, o time conseguiu colocar a bola no chão e até finalizou, mas em chutes fracos sem chance de abrir o marcador. Aos 13’, o treinador tricolor já havia queimado as três substituições, com Fabrício no lugar de Tiaguinho e Anderson na vaga do contundido Eddie, mas as evoluções foram poucas. O Uberlândia entrou com o velocista Lila no lugar de Yan no ataque e conseguiu ir duas vezes foi no gol de Adson. O goleiro fez a diferença ao abafar uma bola nos pés de Carlos Magno e interceptar um cruzamento da direita. Um escanteio a favor do Formigão, interceptado pela zaga, foi o último lance do jogo.

FICHA TÉCNICA

FUNORTE
– Adson; Diego Fiúza, Alex, Eddie (Anderson) e Tiaguinho (Fabrício); Marcelino, Anderson Toto, Andrezinho e André Malacrida; Hiroshi (Andrade) e Rafinha. DT – Maurélio Miranda. UBERLÂNDIA – Felipe ; Carlão, Luiz Henrique e Mateus; Alex, Caetano, Afonso, Carlos Magno (Guma) e Celinho (Héber); Yan (Lila) e Renna. DT: Moacir Júnior. Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro, auxiliado por Marcus Vinícius dos Santos e Helberth Andrade. Público: 277 pagantes, com R$ 1.765 de renda.

OUTROS JOGOS


MAMORÉ 1x3 Uberaba e Villa 5x3 Tricordiano. Classificação: 1) Villa e Uberaba, 4; 3) Tricordiano, 3; 4) Uberlândia e Funorte, 2; 6) Mamoré, 0. No domingo que vem, às 10h30, no estádio Elias Arbex, em Três Corações, o Funorte vai enfrentar o Tricordiano pela terceira rodada da competição.

EM CIMA DO FATO

A ANÁLISE
do jogo, como falta de técnica e de criação, pode até parecer dura por se tratar apenas do segundo jogo oficial do novo time do Funorte, mas a avaliação veio do próprio treinador tricolor e de jogadores experientes como o meia atacante Rafinha e o volante Andrezinho, também capitão do time. Entenderam que o time não soube sair da pressão que o Uberlândia fez e, ao mesmo tempo, esbarrou na dificuldade de passe. De fato, no primeiro tempo principalmente, a zaga apenas 'rifava' a bola na saída de jogo.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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