Bernardinho fala à Veneta sobre o Montes Claros e a final

ELE NÃO PODERIA deixar de acompanhar a final da Superliga Nacional de Vôlei, até porque comanda o time que é considerado o mais importante do mundo e terá em quadra quatro dos seus últimos convocados para a disputa da liga mundial. Bernardo Rezende, o Bernardinho, técnico da Seleção Brasileira, esteve aqui no Ginásio do Ibirapuera no dia que antecede a final entre Bonsucesso/Montes Claros e Cimed/Malwee. Foi no início da noite, coincidência ou não, ao final do treino do time catarinense, onde joga seu filho Bruninho.

AMANHÃ, garante que volta ao local, mas preferindo passar por desapercebido. Apenas mais um nas arquibancadas do ginásio paulista. Extremamente solícito, pude conversar com o comandante brasileiro, que, de imediato, parabenizou não apenas o time, mas também a cidade de Montes Claros pelo o que ele considera como um dos maiores feitos do vôlei brasileiro nos últimos anos.

Fale sobre a final...
BERNARDINHO - "Os dois times são merecedores por este momento. Apesar de composições e estilos diferentes mostraram uma grande motivação do início ao fim. O Cimed é um time muito experiente, que traz a babagem de várias temporadas, enquanto o Montes Claros se supera por ser um estreante, mas completamente resistente às dificuldades".

Como se trata de um jogo único, o que se esperar dos times?
BERNARDINHO
- "Um jogo muito aberto e que não faltará personagens para decidi-lo".


Lorena é um deles?
BERNARDINHO
- "Sem sombra de dúvidas. É uma pessoa que merece o que está acontecendo com ele. Ele está sendo observado há algum tempo e mostra um espírito de luta de poucos têm. Esforçado, a determinação que vem mostrando muitas das vezes serviu de inspiração para o restante do time".


Fale mais sobre o time do Bonsucesso/Montes Claros...
BERNARDINHO - "É uma equipe técnica e que compensa algumas de suas limitações com a qualidade individual de atletas como o Diogo e, claro, o Lorena. O Rodriguinho vive uma fase excepcional, capaz de decidir jogos. Considero a experiência do Ezinho como fundamental nesta campanha, assim como o crescimento que o Acácio e o Piá mostraram na reta final. Um misto de determinação com garra. O vôlei também exige isso do seu atleta".

A final deste ano ainda será em confronto único, mas há rumores de que os play-offs de cinco jogos voltarão na temporada do ano que vem para decidir o campeão brasileiro de vôlei.

BERNARDINHO - "Acho o mais justo, mas ainda não acredito que isso vá acontecer. O interesse maior é de quem patrocina e não há como reconhecer que a TV Aberta, quando exibe uma partida, tem muito mais peso do que acontece em um canal aberto". (foto: CBV)
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

1 comentários:

RiCaRdO FREITAS disse...

Bernardinho sabe o que diz.
A criatividade de Rodriguinho foi essencial para o Montes Claros chegar onde chegou. Seja campeão ou vice. Não me refiro ao resultado, mas ao nível técnico do time.
Saber identificar as mudanças de tática do adversário; ter a capacidade de botar em prática as observações passados pelo técnico e pela turma das estatísticas, que mudam a todo instante; sabe reger a orquestra na hora da apresentação, seguindo uma partitura que rompe padrões a cada saque... É nesse ritmo alucinante que se conhece um craque de movimentos rápidos que tem de pensar a jogada como um lance de xadrez.
E ainda ter a sorte de contar com companheiros que sabem se mover no tabuleiro.
Rodriguinho é o nosso maestro.

Ps.- Que ótimo trabalho você está fazendo aí em Sampa, Christiano.
Abs
Ricardo