Diretor, amador, ingressos e os sapos

NOME DO DIRETOR

EMÍLIO NOGUEIRA é o primeiro nome para assumir o cargo de diretor técnico da LMF. Só ainda não o fez por questões pessoais: conciliar os horários das reuniões e com os da secretaria-adjunta de esportes e lazer, onde dá expediente. Mas, o mais curioso é que, se a coisa não der certo, ele faz planos para brigar pela Associação dos Clubes Varzianos, que exigiria mais aos finais de semana. E com o apoio do comando da Liga.

SEGUE A TAXA

COMANDO NOVO, taxa velha. A Liga vai manter em R$ 50,00 o valor da anuidade dos clubes para a regularização do alvará. A data limite é 18 de fevereiro, a primeira quinta-feira depois do Carnaval.

JÁ SÃO 17

O CAMPEONATO AMADOR, primeiro da lista no calendário local de 2010, tem confirmados dezessete clubes. Faltam cinco para se chegar ao mínimo projetado pela direção da LMF. A lista vai ser completada somente pelos clubes que ganharam sobrevida: um prazo a mais para regularizarem alvarás e as atas vencidas e, claro, para os novos filiados, que ainda correm atrás das papeladas para a legalização perante a entidade.


SOBRE O SAPO

O MAMORÉ TEVE uma estreia diferente à do Funorte, já que venceu o Araxá, por um a zero. O resultado, no entanto, não se sobressaiu tanto ao ponto de apagar má apresentação.

E O CURIOSO é que, quem conta a história dessa maneira é justamente a assessoria de imprensa do clube de Patos de Minas, no site oficial.

MESMO com um jogador a mais, foi sufocado pelo Araxá na maior parte do segundo tempo e, somente graças ao goleiro Denílson, que defendeu um pênalti, não saiu de campo com um empate.

UMA CRISE financeira impediu o Sapo de manter o grupo do ano passado, a começar pelo técnico Brandãozinho.

TEVE QUE arrumar a casa dentro de sua realidade, fechando uma parceria com o América que lhe cedeu até o treinador Adenílton Soares, preparador físico que está apenas em seu segundo clube profissional como técnico.

MAS, MESMO diante de todos esses poréns, é bom o Funorte tratar de jogar sua bola e justificar seu mando de campo, até porque José Maria Pena também busca a formação ideal.

FLÁVIO JOGAVA

EM 1997, foi a última vez que o Mamoré jogou em Montes Claros. Empatou em um a um com o Bicho, como era chamado o extinto Montes Claros Futebol Clube. O alviverde contava em seu meio de campo com o veterano Flávio Lopes, hoje técnico do Villa Nova mineiro.

BILHETES

A FMF deixou claro no regulamento do Módulo II que o preço mínimo do ingresso para cada jogo é de R$ 10,00, mas o valor pode ser reduzido desde que o mandante faça a comunicação prévia sete dias úteis antes da partida.

CONSIDERO justo que o clube tenha interesse em manter o valor, até porque as despesas não são poucas, a começar pelo aluguel do estádio (até para treinos).

MAS, NO CASO específico desse duelo contra o Mamoré, o Funorte poderia reduzir os preços. Se o fizesse, seria um atrativo a mais.

POR SE TRATAR de um sábado de Carnaval, no qual, tradicionalmente, milhares de pessoas deixam a cidade, o bilhete de R$ 5 seria um chamativo para aqueles que optaram em ficar.

CONVERSEI COM o diretor financeiro, Cristiano Júnior, que argunentou sobre a manutenção do valor. Segundo ele, como as taxas são caras demais, pelo menos essas despesas o clube precisa conseguir com a bilheteria.

CREDENCIAIS

A IMPRENSA, por sua vez, vai ter que passar por um credenciamento junto ao clube antes de ter acesso ao gramado e aos vestiários do campo do Cassimiro, no bairro Todos os Santos. A medida promete, de uma vez por todas, por fim aos 'sapos' nos bastidores do estádio.

VETERANO

O VETERANO Renaldo, que jogou pelo Atlético nos anos 90 e passou, ainda, pelo Atlético do Paraná e pelo Gama, parece ter entrado nos planos do Funorte para o restante do Módulo II. O jogador foi oferecido por empresários, mas só viria diante de uma eliminação antecipada do Serrano no Campeonato do Paraná. Naquele clube, teve como companheiro Wallison Picachu, emprestado de graça aos paranaenses, mas que já foi devolvido para Montes Claros.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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