Maurélio fala do Funorte na Taça MG, a proposta de outro clube e a chance de ficar...

Anunciada nessa terça-feira, a saída de Maurélio Miranda do comando do Funorte já era esperada por ele. Na tarde de hoje, o treinador explicou à Veneta que havia um acordo com a diretoria para que assumisse o time apenas na disputa da Taça Minas Gerais e, por isso, não lhe incomodou a informação de que o clube está procurando um outro nome para o Campeonato Mineiro do Módulo II.

O FEC vai brigar por Moacir Júnior, mas como ele tem compromisso com o Villa Nova nas semifinais da Taça Minas Gerais contra o Uberlândia e o clube norte-mineiro tem pressa na negociação, o nome de Marcelo Oliveira, campeão do Módulo II pelo Ipatinga neste ano, ganhou força nas últimas horas e é bem provável que ele chegue a Montes Claros para assumir o Formigão.

"O compromisso era apenas para a Taça. Tivemos a oportunidade de brigar pelo título, mas infelizmente não deu", comentou. Ainda na conversa, adiantou que realmente houve o convite do Formigão para que ele faça parte da próxima comissão técnica, mas a resposta não foi automática. "Ainda estou conversando com eles [do Funorte]. Tenho um carinho muito grande pelo clube, pois foi ele que me abriu as portas. Mas quero esperar um pouco até porque recebi uma proposta para assumir outro clube, sinal de que o nosso trabalho foi reconhecido", adiantou Maurélio Miranda.

Você deixa o Funorte para assumir de novo como auxiliar técnico?
MAURÉLIO
– "Não é bem assim... Já havia um acordo para que eu assumisse o time apenas na disputa da Taça Minas Gerais e, por isso, estou deixando a função de técnico. Mas a minha permanência na comissão técnica, independente de quem virá para assumir o cargo, depende de outros fatores".

Quais seriam estes fatores?
MAURÉLIO
– "Também sou comerciante e tenho alguns compromissos pessoais, mas gosto muito do esporte e acho difícil me afastar de uma vez. Me formei em Educação Física e fiz a pós-graduação na área de futebol porque tenho identidade. Se não for técnico aqui, pode ser em outro lugar até porque recebi a sondagem de um outro clube".

Trabalho de base ou profissional?

MAURÉLIO – "O que posso dizer é que um time que também vai estar no Módulo II do ano que vem, assim como o Funorte, mas não tem nada fechado".

A proposta é oficial?
MAURÉLIO
– "Tudo vai ser definido até o final de semana".

Mas se não houver acordo, o Maurélio fica?
MAURÉLIO
– "Há uma tendência para que isso aconteça caso o acordo com o outro clube não vá adiante. Tenho uma gratidão pelo Funorte porque foi o clube que me abriu as portas. Tenho três anos de trabalho no clube, sendo dois na base e, agora, tive uma chance efetiva no profissional".

Falando dessa oportunidade, o time chegou bem perto da classificação para as semifinais e morreu na praia na Taça Minas Gerais. Qual foi o maior pecado do seu Funorte?
MAURÉLIO
– "Sem dúvida alguma foi o primeiro jogo. Vencíamos o América por dois a zero e permitimos o empate, mesmo jogando em casa. Era, os dois pontos que nos garantiria a vaga para a semifinal. Mas há mais pontos que devem ser analisados e que foram importantes na desclassificação".

Quais?
MAURÉLIO
– "Contamos praticamente com o mesmo time que terminou o Módulo II, mas sem jogadores importantes como o Rogélio e o Wemerson. Além disso, o grupo era reduzido. Em um determinado dia, trabalhei com apenas 16 jogadores por causa das contusões. Daqueles atletas que foram contratados, poucos foram aproveitados. Diria que apenas dois renderam o esperado: Rodrigo Sena e o lateral Victor. A ideia era refazer o time, mas pelas circunstâncias, o elenco ficou limitado".

Independente disso, as críticas aconteceram...
MAURÉLIO
– "São naturais. Quem não quer ganhar? E a gente teve chance disso; de chegar na semifinal, mas tivemos contratempos que influenciaram no rendimento do time. Com exceção do América, todos os adversários eram times da primeira divisão do Campeonato Mineiro. Foram adversários fortes. Mas pode você dizer que o América estava com um time de juniores com reservas, mas era o América, que há vários anos tem a melhor categoria de base de Minas".

E teve as contratações que não vingaram...
MAURÉLIO
– "Acontece isso também. O Miller arrebentou com a camisa do América no Módulo II, mas com a gente não conseguiu se adaptar. Não só ele, mas também o Clayton e o Jadílson, que são experientes. Além deles, o Chiquinho, que seria solução da lateral-esquerda, sofreu com as contusões".
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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