Moacir Júnior na mira do FEC para ser o treinador de 2010

A promessa era de uma semana agitada para o Funorte diante da eliminação já na primeira fase da Taça Minas Gerais, como adiantamos no JORNAL DE NOTÍCIAS na edição de domingo.

A diretoria cumpriu a agenda anunciada e fez uma reunião na manhã da segunda-feira, no CT do Distrito Industrial, com os jogadores e a comissão técnica, na qual deixou evidente que a proposta de uma grande reformulação está mais viva do que nunca.

A primeira prova disso é a saída de Maurélio Miranda do comando técnico, que voltará à função de auxiliar - pelo menos segundo a diretoria. Há informações de que ele não aceitou o convite e estaria deixando o clube em definitivo.

A corrida por seu substituto já começou. São três nomes, sendo o mais forte deles o de Moacir Júnior, atual treinador do Villa Nova. O clube tricolor quer entrar no Campeonato Mineiro do Módulo II em condições de brigar pelo título. No caso do novo técnico, a diretoria trabalharia com mais duas opções, mas que só seriam procurados a partir de uma negativa de Moacir Júnior, que, por enquanto, está concentrado na disputa da semifinal da taça Minas Gerais. O seu time venceu o primeiro jogo contra o Uberlândia por dois a um e tem a vantagem do empate para ir à decisão. Os outros nomes são de técnicos atualmente sem clubes.

EM BH - O diretor executivo/financeiro do FEC, Cristiano Dias Júnior, vai a Belo Horizonte na próxima semana para tratar de todos os detalhes do novo comandante do Formigão, mas adiantou que quer Maurélio Miranda na comissão técnica como auxiliar do substituto. "É um profissional formado no clube e que tem uma identidade com o Funorte", explicou na tarde de ontem. A experiência em competições como o Módulo II, que Maurélio ainda não tem, é o argumento do dirigente sobre esse troca de comando.

Outra constatação a partir do encontro de segunda-feira: haverá pelo menos dez dispensas, mas por enquanto, a lista dos liberados é pequena, já que o Funorte tem um compromisso no próximo dia sete (domingo), contra uma seleção amadora de Juramento, a trinta quilômetros de Montes Claros. "Não dá para desfazer o grupo sem antes jogar em Juramento. As dispensas vão acontecer gradativamente", avisou o diretor financeiro, mas deixando a entender que muita gente deixará a barca depois da manutenção de praticamente o mesmo grupo por dois anos.

BANCO BMG NA CAMISA

Há mais um motivo para a ida de Júnior à Capital Mineira, além do contato com o futuro técnico do Funorte. Uma proposta de patrocínio master para as camisas do Banco BMG, um dos maiores no ramo de empréstimos no País e que já investe no futebol em clubes como o Ipatinga, Tupi, América, Atlético Goianiense, Bahia, entre outros. Seria o primeiro acordo externo do clube, pois, desde a sua fundação, sempre estampou a marca de sua mantenedora (Soebras).


Sucesso do Júnior pode ajudar o
caixa com venda ao Sport/PE


Por causa da Copa São Paulo e do Campeonato Mineiro, que apesar de serem da mesma categoria têm limites de idade diferentes, o Funorte apresenta um inchaço de atletas juniores. Os reflexos são perceptíveis principalmente na folha salarial, já que todos têm seus registros trabalhistas assinados, embora os valores não tenham sido revelados. A compensação pelos investimentos viria com a negociação de pelo menos dois desses novos valores.

São mais de 50 jogadores nos Juniores. A relação que está nos planos para a disputa da Copinha paulista tem atletas até 18 anos, como determina o regulamento da competição. A base é formada pelos jogadores que ficaram com o vice-campeonato da Copa Internacional de Macaé (infanto-juvenil) e com o título do Campeonato Júnior de Montes Claros.

Mesmo com pouca idade, eles também foram inscritos no Campeonato Amador local, sob o comando do técnico Ílio Borges, mas foram eliminados na primeira fase. Agora, para manter o ritmo de competição, o time disputará amistosos pela região do Norte de Minas, como em Juramento, no dia 7. Erivelto Martins, que trabalha com o time do Estadual, também acompanha esse grupo mais novo.

Já no Mineiro, o FEC pode utilizar atletas até 20 anos, alguns que estão no grupo mais jovem e outros que inclusive foram aproveitados no elenco profissional da Taça Minas Gerais, casos de Fabrício, Bob e Wallisson Picachu.

IDA PARA PERNAMBUCO???

Para sanar o caixa, o clube aposta na boa campanha no Estadual Júnior. O primeiro sinal de que um desses novos valores poderá reverter os investimentos feitos na categoria está no interesse oficial do Sport Recife na contratação do atacante Wallison Picachu. O jogador, formado no próprio clube, disputou a Taça MG, mas também está no Mineiro Júnior e aparece como o principal jogador de criação do time comandado por Erivelto Martins, líder do hexagonal com doze (12) pontos.


Visibilidade da Copa SP garantiria um
novo fornecedor de materiais esportivos


Além de Belo Horizonte, outra grande cidade brasileira está na agenda de viagens da diretoria do Funorte até a primeira semana de novembro. Cristiano Júnior confirmou à reportagem que tem compromissos agendados em São Paulo, com atenção especial à participação do time júnior na Copa SP, em janeiro do ano que vem. A Federação Paulista de Futebol (FPF) vai definir as chaves da primeira fase envolvendo 92 times e, ainda, as cidades-sedes.

"O que posso adiantar é que vamos definir os detalhes da participação do Funorte na Copa São Paulo Júnior. Como se trata da principal competição dessa categoria no País, queremos resolver todas as pendências para que as nossas adversidades aconteçam apenas dentro de campo", comentou o diretor financeiro do Funorte. Embora seja extra-oficial, a informação é de que pelo menos um dos clubes da primeira divisão do futebol brasileiro seja adversário do Formigão na fase classificatória.

No entanto, Júnior deixou escapar que a viagem à capital paulista pode abrir negociações com um novo fornecedor de materiais esportivos, substituindo a belo-horizontina Dittz. "Há uma proposta e vamos analisá-la. Isso é mais um sinal de que a Copa dá realmente visibilidade aos seus participantes", completou.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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