Funorte bate o Cruzeiro e é líder de novo no Júnior

O Funorte é, de novo, o líder de sua chave no Campeonato Mineiro Júnior e está cada vez mais próximo de garantir a vaga para o hexagonal final de forma antecipada. A retomada da ponta foi em grande estilo com a vitória sobre o Cruzeiro (BH) por um a zero, nesta tarde, no Estádio José Maria Melo. O atacante Rafinha (foto ao lado) saiu do banco para marcar o gol solitário da tarde fervente, aos 44' do segundo tempo, em uma bela jogada individual. Apenas os dois primeiros do grupo seguem na competição e a vantagem do FEC para o terceiro colocado é de cinco pontos.

O time tricolor agora tem 15 pontos, contra 14 da Raposa, que saiu de campo reclamando muito do gramado e da arbitragem, embora o árbitro não tenha agradado a nenhum dos lados. Um dos dirigentes do Cruzeiro chegou a dizer que vai apresentar um relatório na Federação Mineira de Futebol reclamando do tratamento que a comissão técnica recebeu no estádio por parte dos próprios fiscais da entidade.

OUTROS – Ainda nesta quarta-feira, também pela Chave E, o Villa Nova goleou o Tupi em casa por cinco a um, assumindo a terceira colocação, com 10 pontos. O Valério tem a mesma pontuação do Leão do Bonfim depois do empate com o Lavras em dois a dois, também nesta tarde, mas fica atrás por causa dos critérios de desempate. No sábado, o Funorte seguirá atuando em casa. Vai receber o Villa, às 14h30, no campo do Cassimiro de Abreu.

DUREZA

O jogo foi duro do início ao fim, com os dois times bem fortes na marcação. O excesso de faltas irritou a torcida, mas agradava aos técnicos, que apostavam nas bolas aéreas na tentativa de abrir o marcador. Nesse aspecto, o Cruzeiro se deu bem por causa da boa estatura de seus defensores. "Essa também é uma jogada forte de nosso time", justificou-se o técnico Erivelto Martins sobre a insistência do Funorte nos cruzamentos.

Já nos vestiários, ele pediu ao time que apostasse mais nas jogadas pelo chão e com variações pelos dois lados. A resposta foi boa, já que o Funorte teve duas boas chances de inaugurar o placar, mas, por outro lado, passou a dar espaço aos contra-ataques celestes. O goleiro Douglas fez a diferença com uma defesa de mão trocada aos 35' da etapa final.

Parecia ser o sinal de que o Funorte teria sorte naquela tarde. O técnico Erivelto resolveu mudar no ataque, sacando o improdutivo Marcos Lopes e apostou em Rafinha que, em sua primeira bola, mesmo cara a cara com o goleiro Ruan errou o tempo e se perdeu na linha de fundo. Se redimiu já no 'apagar das luzes', quando recebeu uma bola do lado esquerdo e dominou a bola de dentro de área para bater de virada e marcar o gol solitário da tarde.

TIMES
Funorte: Douglas; Júnior, Daniel, Cadu e Jonatan; Romário Amaral (Wesley), Bob e Fabrício (Luan); Marcos Lopes (Rafinha) e Wallison Picachu. DT – Erivelto Martins. Cruzeiro: Ruan; Josean, Neguete, Luizão e Vinícius; Pablo, Mateus, Thiago (Héder) e Wallace (Hyago); Eliandro e Magalhães. DT – Eugênio de Souza.
CLASSIFICAÇÃO CHAVE E: 1) Funorte, 15; 2) Cruzeiro, 14; 3) Villa Nova e Valério, 10; 5) Tupi e Lavras, 4.


"É o nosso adversário mais forte"



Para o técnico do Cruzeiro, Eugênio Souza, o jogo foi equilibrado e "o empate seria o resultado mais justo". Mas, ao mesmo tempo, reconheceu a força do Funorte, que não desistiu da vitória mesmo nos minutos finais e lembrou que, desde o início da competição "os dois times estão se alternando na primeira colocação da Chave E". Sobre a primeira derrota do seu time na competição depois de quatro vitórias e dois empates, ele lamentou a qualidade do campo e apontou o time de Montes Claros como o mais forte entre os adversários de sua chave.

Já o experiente Erivelto Martins, que trabalhou com o próprio Eugênio nas categorias de base do América (BH) nos anos 90, acredita que o seu time vem dando conta do recado. Sobre o primeiro tempo pouco produtivo, preferiu valorizar a qualidade do Cruzeiro nos desarmes. "Nos tentamos a jogada pelo alto porque nos demais jogos foi assim que conseguimos marcar", explicou. Ao falar da saída de Marcos Lopes, vaiado pela torcida, entendeu que o atacante não estava em uma tarde inspirada.

No comentário sobre a entrada de Rafinha, foi enfático: "o banco de reservas é justamente para atender as necessidades do técnico", mas não deu sinais de que ele será o titular depois de amanhã, contra o Villa.
O herói da tarde, por sua vez, fez um discurso humilde. Dividiu o mérito com os companheiros e deixou a entender que a titularidade não é uma necessidade. "O negócio é ser aproveitado", comentou o atacante, que cursa o 3º ano científico na Escola Hamilton Lopes.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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