Gripe Suína e Libertadores sob olhar argentino

O primeiro jogo da final da Libertadores e o maior índice mundial da gripe suína deixam a Argentina como centro do mundo nesta quarta-feira; pelo menos na visão dos brasileiros, até porque o Cruzeiro está em BsAs.
E como juntar esses dois assuntos, mesmo não estando por lá? Seria possível aliá-los na mesma prosa se alguém de lá estivesse cá, como o técnico argentino Marcelo Méndez, que está há uma semana em Montes Claros acompanhando o lançamento do time de vôlei da cidade na Superliga Nacional de Vôlei 2009/2010.
TRANQUILO - Conversei com ele durante a apresentação do time, quinta passada, e se dizia tranquilo e não temer o risco de contágio da doença, já que “todos em sua casa estão isolados”. Estendeu o assunto ao comentar que sua esposa e os filhos de 16 e 12 anos e a filha caçula de três, estão reclusos, saindo apenas para a escola e compras de supermercado: “o básico”.
Nada a ver com a gripe, mas sim pela vontade pessoal, a família Méndez virá morar em Montes Claros; completa. Marcelo espera, apenas, o fim do período escolar lá na Argentina para trazê-los. A esposa será decisiva na escolha na nova casa.
“Estive na Argentina até a semana passada e, mesmo com todo esse alarme me sinto bem. Mas o melhor mesmo é se prevenir”, acrescentou o treinador, que tem no filho mais velho seu pupilo no vôlei, Nicolás, pré-convocado pelo técnico Fabián Muraco entre os 18 atletas da seleção sub-17 da Argentina (menor).
'SOY CRUZEIRO' - E sobre a Libertadores? Bem, Marcelo considerando o que ele disse sobre a gripe, a preocupação do Cruzeiro parece pertinente, mas sobre o que pode acontecer em campo também deu seu pitaco. Revelado no River Plate como jogador de vôlei – um central mediano como ele mesmo disse –, Marcelo me disse, também, que vai fazer coro ao Cruzeiro na final desta quarta-feira. Não apenas pelo fato de já estar em terras mineiras, mas pela rivalidade do seu time do coração com o Estudiantes. Segundo ele, o time de La Plata, que não é tanto povo, nem tanto elite, é antipático.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

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