Nas contas do Baião

Antes mesmo da bola rolar, Domingos Sávio Baião, matemático da Rádio Itatiaia nas horas vagas e bancário na profissão, calculou: "a pontuação no Módulo II para garantir o acesso é de 40 pontos!". Ao que parece, virou profeta.
Analisando apenas a lógica dos números - deixando de lado a tabela de jogos às quartas e domingos, viagens longas, contusões e suspensões -, não é que, restando apenas três rodadas, a previsão do Baião virou fato?

Mesmo com 39 pontos e 11 vitórias, a Caldense ainda não está matematicamente classificada. Depende de um ponto a mais - talvez três -, para comemorar o acesso, sem depender daqueles que vêm logo atrás: Ipatinga com 37 e América com 33.
O Tigre depende apenas dele. Duas vitórias e voltará a ser adversário de Cruzeiro e Atlético no ano que vem. Mas pode ser que uma só quebre seu galho, desde que o América empate ou perca nos seus dois próximos jogos. O time de Teófilo Otoni, que é uma madrastra em casa - venceu todos os jogos - e uma mãe fora - ganhou apenas uma - não depende apenas das próprias pernas, mesmo que o seu último jogo seja um confronto direto contra o Ipatinga.
Sobre o Funorte, as chances são remotíssimas. Dependeria de três vitórias e de pelo menos duas derrotas do Ipatinga e do América. Assim como aconteceu em seu primeiro ano na Segundona, vai ter que adiar os planos. No entanto, a diretoria foi enfática ao afirmar que o clube não para: terá a Taça Minas Gerais pela frente, no segundo semestre, mas apostando em uma base mais caseira; e mais nova.
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Christiano Jilvan

Jornalista com quase 20 anos de profissão. Foi repórter e subeditor do Jornal de Notícias por mais de uma década, além de freelancer para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Estado de Minas e O Tempo. Colaborador para as TVs Geraes, Canal 20 e InterTV e Rádios Terra AM e Transamérica FM.

3 comentários:

magno disse...

Que pena que o Funorte não tenha mais chance. Precisamos também de um estádio pelo tamanho da nossa cidade. Parabéns pelo blog. Está ótimo.

Anônimo disse...

Respeito a opinião do emissor da mensagem, porém não há nenhum ato de profetismo, muito pelo contrário. O que faço é um estudo com base em copetições já realizadas e algumas outras variáveis, para definir uma pontuação básica para que se alcance um determinado objetivo. O objetivo não ser profeta e nem tão pouco acertar o número. Ele é feito antes da bola rolar para oferecer um indicativo para aqueles que querem projetar os trabalhos nos clubes. Acaba também chegando ao desportista em geral, que não acompanha mais no escuro. A minha colaboração com o futebol é de fato um prazer muito grande e ao contrário de ser horas vagas, como você disse, são horas que aproveito para dar a minha contribuição com o futebol, como faço em outros segmentos de menor conhecimento público. O estudo realizado para o Módulo II me deu como resultado algo em torno de 40 pontos para a classificação. Se o estudo é feito com base em históricos, todo material de pesquisa certamente contou com as variáveis que você disse eu não ter levando em conta. Não entendi o fato de você antes criticar fortemente alguém que visa apenas colaborar, contribuir com a informação e depois concluir que a opinião - profetizada (em seu entendimento) estar muito próxima de uma realidade. Talvez se você me conhecer melhor, a experiência que eu tenho nos quase 52 anos de vida, os cursos que já realizei e a minha formação de caráter, você possa vir a ter uma outra imagem deste, que respeita a função de cada um, por mais simples que seja.
Um grande abraço.

Anônimo disse...

Completando minhas observações. Claro que me parece que você colocou o "profeta" não como depreciativo, ocorre no entanto que temos amigos em comum, que entendeu a citação como uma crítica pesada, por isto tomei a liberdade de dizer que não é profismo, até porque minha formação matemática não permite misturar as coisas. Volto a afirmar, o que faço é um estudo para servir como indicativo e que tenha alguma proximidade com a realidade, com o resultado final.
Mais uma vez o meu abraço.